Rádio Rural AM 840

COLUNA DO LUÍS LONGHINI

Luis Longhini


Márcio Zanatta fala dos desafios à frente da ACIC. Leia!

Por Luís Longhini
Entrevista
15/06/2018 às 00h00

CONCÓRDIA – Na próxima semana, dia 21, o empresário Márcio Zanatta assume integralmente a presidência da Associação Empresarial de Concórdia (ACIC), em uma cerimônia que ocorre no IACC Garden.

Serão muitos os desafios, desejos, conquistas à frente de uma das mais importantes entidades de Concórdia que completa 60 anos de atividades e progressos junto aos concordienses.

Márcio Zanatta é um cidadão discreto, atuante e, com certeza, sucederá a altura a atual presidente Mária Luisa Lasarin. Neste especial você confere um pouco mais de Márcio Zanatta, suas ideologias, seus anseios junto a sociedade em uma entrevista especial que Luís Longhini preparou.

CONFIRA O BATE-PAPO▼

►LUÍS LONGHINI: Quem é Márcio Zanatta?

MÁRCIO ZANATTA: Nasci e vivi toda a minha infância em Concórdia, aos 17 anos me mudei para Passo Fundo onde terminei o segundo grau, posteriormente, mudei para Blumenau aonde formei em Administração de empresas pela FURB.

Retornei a Concórdia em 1994 aonde comecei a trabalhar na Zametal. Além das minhas atividades empresariais faço parte da diretoria da ACIC há 10 anos, sou vice-presidente do Sindicato Metal Mecânica de Concórdia, assumirei neste ano uma vaga no Conselho Fiscal do IEL que é ligado a FIESC.

►LONGHINI: Quais serão os desafios como presidente nos próximos dois anos à frente da ACIC Concórdia?

ZANATTA: Os desafios são muitos, mas um dos principais é integrar, fortalecer e dar representatividade que os empresários merecem.
O grande desafio é conciliar tempo para todas as demandas, pois temos o nosso dia-a-dia voltado para as nossas empresas aonde temos desafios enormes para mantê-las em pé, mas não podemos esquecer que temos que dedicar um tempo para contribuir com o crescimento de Concórdia. Esta é uma obrigação social de todos nós.

►LONGHINI: A crise econômica que atingiu o Brasil, teve reflexos em Concórdia, como o senhor vê está questão?

ZANATTA: A crise econômica atingiu o Brasil e o mundo, a ordem econômica mundial mudou. O que o empresário tem que ter em mente é que o cliente mudou, o modo de comprar mudou. Hoje o concorrente não é mais a loja ao lado ou a indústria ao lado, é a loja ou a indústria que está no outro lado do mundo vendendo por e-commerce, quem não se adaptar, atualizar, melhorar serviços e produtos e buscar novos mercados vai fechar.

►LONGHINI: Concórdia é um bom lugar para se investir? O que a cidade precisa para atrair novas empresas, indústrias?

ZANATTA: Na minha opinião. Sim, Concórdia é uma boa cidade para investir, tanto que estamos fazendo uma nova fábrica no contorno viário norte. Temos uma boa mão de obra, comprometida e para alguns setores muito bem qualificada, boas instituições de ensino, segurança pública eficiente, uma qualidade de vida diferenciada de vários lugares do Brasil. Mas temos muito, mas muito ainda a fazer por Concórdia.

Se analisar os investimentos feitos em Concórdia praticamente todos são feitos por empresários da cidade, dificilmente conseguiremos atrair empresários de fora, pois não temos um ambiente empresarial favorável por parte do poder público municipal e isso não é de hoje, vem de muitos anos!

Não existe uma política voltada para atrair o setor industrial para o município, ao contrário, perdemos algumas indústrias nos últimos anos para Itá, Arabutã, Peritiba, etc...

Parece que o poder público esqueceu que o dinheiro utilizado para as obras de infraestrutura, social e assistenciais vem dos impostos, e quem gera os impostos em grande parte? A Indústria. Impostos e empregos com salários normalmente acima do que se paga em outros setores.

►LONGHINI: O senhor está satisfeito com as políticas que vem sendo adotado pela nova administração municipal?

ZANATTA: O problema do poder público é que ele é muito engessado, nada pode e os projetos de desenvolvimento que são iniciados por um partido o outro não leva adiante, não pensam para a cidade.

O setor privado precisa de agilidade, temos pressa pois a concorrência está batendo na nossa porta todos os dias. As decisões devem ser ágeis, o que atualmente não acontece no setor público e em todas as esferas.

Temos algumas boas iniciativas como a Lei de Incentivo a Inovação, Cidade Empreendedora - Sebrae que está sendo discutida e implementada, mas ainda é pouco, precisamos da nova área industrial, uma Secretaria de Indústria e Comércio estruturada, infraestrutura viária e por aí afora.

Fonte: Luís Longhini - (Foto: ACIC Concórdia, especial)





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