Rádio Rural AM 840

COLUNA DO LUÍS LONGHINI

Luis Longhini


"Meu pensamento é otimista", afirma Rodolfo de Sousa Pinto, CEO do Grupo SETA. Veja!

Por Luís Longhini
Entrevista
29/05/2020 às 08h05

FLORIANÓPOLIS – Um dos mais importantes executivos do Brasil, Rodolfo de Sousa Pinto, CEO do Grupo SETA, conversou com o jornalismo da Rádio Rural e Rádio 96 FM, e fez suas previsões.

A SETA Engenharia S.A, é uma das maiores empresas do ramo da construção civil pesada do Brasil e do mundo. Nasceu em Concórdia na década de 80, e a partir desde ano de 2020, concentrou toda a sua governança na capital de Santa Catarina, Florianópolis.

Durante a entrevista ao jornalista, Luís Longhini, que você confere na sequência, Rodolfo de Sousa Pinto, falou dos impactos que a companhia sentiu neste momento de pandemia, também faz uma previsão a longo prazo sobre a economia brasileira e mundial.

Rodolfo de Sousa Pinto, também abordou o tema da política economica realizada neste momento de Covid-19 pelo Governo Federal, e afirma que o cenário lá na frente será positivo, é de que haverá um esforço internacional jamais visto para uma retomada econômica global.

Luís Longhini – A área que a SETA atua, sofreu grandes impactos com o coronavírus?

Rodolfo de Sousa Pinto –
Sofremos sim impactos com o Coronavírus em nossa área, que podem ser separados em dois momentos: curto prazo e longo prazo. No curto prazo, fomos obrigados a nos adaptar a uma nova realidade de trabalho. Muitas medidas de distanciamento social e de higiene foram incorporadas ao nosso dia a dia nos canteiros de obras. Medidas fundamentais para garantir a saúde de todos, mas que, sob a ótica operacional, acabam reduzindo a nossa produtividade.  No longo prazo, surgem muitas incertezas no setor, ficando mais difícil prever novas obras e planejar os investimentos operacionais da empresa.

Luís Longhini – Como a SETA está vendo o cenário para economia brasileira para o restante do ano?

Rodolfo de Sousa Pinto –
Creio que o cenário do restante do ano depende muito do momento em que o pico da pandemia chegará para nós, brasileiros. Enquanto tivermos crescimento do número de casos e óbitos, fica muito difícil fazer qualquer tipo de previsão sobre os próximos meses. E, infelizmente, não temos como precisar qual será o momento de reversão das contaminações aqui no Brasil.

Luís Longhini – O que o senhor vê de positivo na política econômica do Governo Federal?

Rodolfo de Sousa Pinto –
A política econômica pré-pandemia parecia estar num caminho muito sólido e positivo, com ótimas perspectivas para o Brasil e também para nosso setor de Energia. Deve-se elogiar também as ações do Ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, no momento pós pandemia, que deixou de lado convicções liberais para assistir, a partir de políticas públicas, a parte mais carente da população e as pequenas e médias empresas. Medidas estas inevitáveis dentro do atual cenário, e que com certeza, reduzirão o número de desempregados ao término da crise.  

Luís Longhini – Assim que o coronavírus passar, o Brasil vai sentir os impactos econômicos por quanto tempo ainda?

Rodolfo de Sousa Pinto –
É muito difícil precisar o tempo para retomada da crise. Dependerá não somente de nossos esforços, mas também do ciclo de recuperação de outros países, que consequentemente puxarão para cima, ou para baixo nossas exportações. Meu pensamento otimista é de que haverá um esforço internacional jamais visto para uma retomada econômica global, a ser iniciado já no segundo semestre de 2020. Num horizonte de 18 a 24 meses torço para que já estejamos novamente em rota de crescimento.

Fonte: Luís Longhini - Foto: Arquivo Pessoal, especial para o Blog do Longhini





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