Rádio Rural AM 840

OPINIÃO

LUAN DE BORTOLI




​Reflexões sobre uma pandemia e mais algumas incertezas

Seremos melhores ou piores quando tudo isso acabar?
Adicionado em 22/05/2020 às 10:07:13

A gente vem vivendo momentos diferentes. De incertezas. Estressantes e angustiantes. Meu colega Marcos Feijó usou este espaço, na sua coluna desta semana, para falar sobre um sonho maluco que teve. Assim, vou usar o espaço para refletir sobre o que está acontecendo no mundo e o que nós poderemos levar disso.

O que estamos presenciando neste momento é singular e único. Não se vive sempre uma pandemia causada por um vírus como o que está ocorrendo neste momento. Não se encontra logo ali um fato tão histórico que vai fazer parte dos livros de história e que está mexendo principalmente com o meio científico.

E isso, invariavelmente, vai causar uma mudança em todos nós. Para melhor ou para pior. Por isso eu me faço essas perguntas. E te faço essas perguntas também, leitor. Como seremos quando isso acabar? Como já fomos afetados por essa pandemia? Você já parou para refletir sobre isso?

A opinião das autoridades da saúde é categórica: não teremos um normal de volta tão cedo. O que poderemos ter será um novo normal. Não como antes, mas adaptado à nova realidade. E baseado no que temos aprendido agora. E o que temos aprendido?

Não me refiro apenas às medidas de higiene. Mas, por obrigação, a população precisou aprender a usá-las. Lavar as mãos corretamente, usar álcool em gel, proteção com máscara, o distanciamento. Tudo isso chegou em meio à pandemia e certamente deverá ser levado para nossa vida quando acabar.

Mas vou além, quero saber o que estamos aprendendo como humanos. O que vamos tirar disso e como poderemos evoluir como pessoas melhores? Temos que aproveitar esse momento difícil e de crise para tirar proveito e melhorarmos. Sair deste cenário absorvendo algo de bom.

Lamentavelmente, esse período tem servido também para expor o lado nem tão bom de algumas pessoas. Foi escancarada a falta de empatia de parte da população. Daqueles que não se sensibilizam e não se colocam no lugar do próximo, principalmente daquele que mais sofre. Tampouco se leva em consideração a dor causada pelas inúmeras mortes. Se duvida da veracidade do coronavírus e se releva o número de óbitos.

Bem, sobre estas pessoas, acredito que não será tirado nada de bom deste período. Esse momento serve apenas para expor como elas são. E separar o  joio do trigo. Mas, como uma pessoa que vê o melhor dos outros, eu espero que ainda haja tempo para esse grupo mudar e praticar a empatia. E levar a essa nova realidade nosso melhor lado – sem egoísmo e com mais empatia.





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