Rádio Rural AM 840

OPINIÃO

PAULO GONÇALVES



Jornalista
Paulo Sérgio Gonçalves, radialista e jornalista. Formado em Letras Português/Inglês pela Unoesc/Joaçaba, Pós-graduado em Comunicação, Informação e Cultura pela UnC-Concórdia e formado em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo pela UnC-Concórdia.




O que podemos aprender com o isolamento?

O temor do coronavírus não será dizimado com a quarentena e nem se esgotará com o fim da quarentena.
Adicionado em 30/03/2020 às 14:02:45

O período de quarentena gera divergências e, convenhamos, tem seus prós e contras. Há quem defenda que o processo de isolamento em Santa Catarina começou cedo demais e que o ideal seria que tivesse iniciado em meados de abril quando as temperaturas tendem a despencar. Há também àqueles que são frontalmente contra a quarentena. Para todas as hipóteses existem argumentos fortes, consistentes. Em meio a esses debates, há também os embates políticos, desprezíveis e inapropriados para o momento.
 
O fato é que a quarentena é uma realidade, sustentada por um decreto estadual, portanto, neste momento, cabe-nos cumpri-la e aprendermos com ela. Antes de mais nada é necessário ponderar que o isolamento é a melhor forma, neste momento, de evitar que o coronavírus se propague, todavia, existem os fatores econômicos que não podem ser ignorados. Neste aspecto, os órgãos representativos estão pleiteando ao Governo do Estado para que as atividades sejam retomadas gradualmente.
 
É difícil avaliar se a suposta antecipação do período quarentena é, de fato, uma decisão acertada. Entretanto, como existe um decreto que precisa ser cumprido e está sendo cumprido, vamos avaliar de que forma podemos aprender com esse período.
 
Além de uma estratégia de prevenção, a quarentena pode proporcionar um enorme  aprendizado para todos nós e é essencial que a sociedade incorpore esses ensinamentos. Se eventualmente, na próxima semana o Governo optar pela retomada de algumas atividades econômicas,  é preciso que as pessoas continuem se precavendo. O retorno gradativo das atividades não significará que tudo voltará ao “normal”. Precisamos evoluir e internalizar o conceito de que o “normal” é manter os cuidados, manter a distância, evitar os cumprimentos com as mãos e evitar aglomerações.
 
O temor do coronavírus não será dizimado com a quarentena e nem se esgotará com o fim da quarentena. De qualquer maneira, o risco de propagação do vírus continuará e, para minimizar os efeitos, os nossos cuidados pessoais serão vitais. É preciso incorporarmos esse aprendizado. Que ele faça parte de nossas rotinas, que nos acompanhe constantemente. Por fim, que a prevenção contra o coronavírus vire hábito, transformando-se numa ação cotidiana e internalizada.
 
 





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