Rádio Rural AM 840

OPINIÃO

EDERSON VILAS BOAS



Jornalista
Éderson Carpeggiani Villas Bôas
Jornalista formado pela UnC Concórdia em 2007
Repórter do Departamento de Jornalismo da Rádio Rural
Repórter Esportivo da Rádio Rural
Comunicador da Rádio 96 FM




​Mais atenção e menos pressa.

O trânsito de Concórdia está cada vez mais perigoso, por causa das pessoas, mas precisa de mais atenção por parte da engenharia.
Adicionado em 26/09/2019 às 09:50:28

Inadmissível o que está acontecendo em Concórdia. São dezenas de acidentes toda a semana por aqui. A maioria envolvendo motocicleta. E a maioria por imprudência. Não todos por parte do motociclista e, sim, pelos motoristas dos veículos também. Mas não podemos ter tantas pessoas feridas, algumas com lesões graves como vem ocorrendo.


Na noite de ontem, por exemplo, acompanhei um acidente entre duas motocicletas. Não quero aqui julgar este ou aquele, mas, foi sim, por falta de atenção de um dos dois. Nesta colisão, um saiu com uma fratura grave no joelho e outro com fratura na face e suspeita de TCE, tanto que até parte da protese dentária foi encontrada caída no asfalto.



Faixas de segurança

Outro ponto preocupanteé a Rua Tancredo Neves que já demonstrou ser uma via perigosa. Tanto que uma mulher de 53 anos faleceu na última semana. Já haviam ocorrido outros acidentes graves e fatais na via, ainda este ano. Algumas providências tem que ser tomadas. Ainda mais que as faixas ficam em uma via de trânsito rápido (foto a cima) e a ideia é duplicá-la.

Tenho que lembrar que a faixa serve para dar segurança ao pedestre, mas não quer dizer que ele tenha total preferência sobre ela. O pedestre tem a obrigação de parar antes da faixa, observar o veículo que está se aproximando, ser observado pelo condutor e, quando este parar, aí sim, atravessar pela faixacom segurança. Existem muitos erros por ambas as partes, o que aumenta o número de acidentes na nossa cidade.


Engenharia de trânsito


Não sei quem é o engenheiro que trabalha com o trânsito em Concórdia, mas entendo que deve ficar mais tempo nas ruas e observar os problemas. Vou dar um exemplo. Na Tancredo Neves, as faixas de segurança tem um grave problema: Está sobre uma via de pista dupla. Neste caso, o motorista que está por dentro observa o pedestre, já o que vem na pista de fora, muitas vezes não oberva os transeúntes, pois fica com a visão encoberta.

Mais ou menos o que ocorria em frente a Igreja Matriz, que fez com que a administração bolasse uma faixa diferente de travessia, mais fácil, pois atropelamentos aconteceram sobre ela.


Na Casa da Cultura, tem uma “viela” onde se embolam veículos, pois todos entram e saem em um, início/fim de via que passa apenas um carro. Mas que ninguém sabe de quem é a preferência. O pior é que quem entra e quem sai, só observa o outro quando está em cima da entrada/saída da Ábramo Eberle. Já ouvi que um dia perguntarama a um destes profissionais sobre uma mudança nesta rua e este perguntou: “Já aconteceu acidente grave aqui?” Quando ouviu a resposta de forma negativa falou: “Então pra que mudar”?





Outro exemplo, que á falei várias vezes, e torço para que um acidente grave não ocorra, é o cruzamento das Ruas Independência e Ábramo Eberle que está estranho. Quem tem a preferência é quem vem da Independência, mas quem desce do Cinquentenário e adentra na referida via, não tem a preferência, mas estes se acham no direito de invadir e cruzar na frente dos demais, mesmo com um PARE na descida.

Neste caso, como é um cruzamento com uma prefencial e três PARES, o Código de Trânsito diz que a preferência é “de quem está a sua direita”. Ou seja, de quem vem da Ábramo Eberle. Mas os PARES estão confundindo todo mundo e um acidente grave vai acontecer uma hora destas. E existem outros tantos exemplos.

Vejo que o engenheiro tem que ficar meia hora em cada local de fluxo mais complicado e observar. Chega de acontecerem acidentes graves, pra depois mudar. Que seja mudado já onde tem que ser. 

Começar por nós 

A mudança tem que começar por nós, na mentalidade, seja como pedeste, motorista, dirigente, jornalista. Seja mais prudente, seja mais tranquilo, mais cuidadoso.. Semana que vem quero falar de outro problema que eu já observei que é a “dobra a esquerda” no trânsito da cidade.





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