Rádio Rural AM 840

OPINIÃO

EDERSON VILAS BOAS



Jornalista
Éderson Carpeggiani Villas Bôas
Jornalista formado pela UnC Concórdia em 2007
Repórter do Departamento de Jornalismo da Rádio Rural
Repórter Esportivo da Rádio Rural
Comunicador da Rádio 96 FM




Aos Mestres.. Meu muito obrigado!

Homenagem àqueles que um dia fizeram e ainda fazem parte do meu aprendizado.
Adicionado em 17/10/2019 às 10:59:49

Antigamente existia um magricelo...canela seca… Que pulava cerca pra jogar bola no potreiro, brincava em rua de chão de terra, jogava bolinha de gude, andava de carrinho de rolimã, andava de cipó, passava pela tubulação do bairro (hoje em dia não dá mais pela poluição), tomava água de uma corredeira de água (que hoje passa o esgoto). Que teve uma infância simples como tantas crianças neste mundo.

Pois, o magricelo, canela seca, ainda existe, não mais com as mesmas proporções físicas, mas existe. E continua aqui, muito pelo aprendizado, pelo estudo que recebeu, tanto da educação aprendida com os pais, como aquelaque veio dos Mestres.

Fiz questão de iniciar o texto desta forma, para citar que cheguei aonde estou hoje, pela própria força de vontade, claro! Mas, muito mais, por esse aprendizado que tive. E olha que não precisei de escola particular para aprender, mas sim, porque tive bons professores.

E como na última terça-feira foi o dia do Professor, não poderia deixar de fazer uma homenagem aos meus mestres. Essa é uma classe que tenho profunda gratidão. Desde a minha saudosa Mãe, que foi minha primeira professora (não era de profissão, mas da vida), depois as professoras que iniciaram a minha caminhada educacional no Casulo, que atendia em uma das casas no antigo bairro Cohab, hoje Guilherme Reich.

Depois veio o pré-escolar, naquela que chamavam de Escola isolada, com uma sala apenas, onde hoje é o Giuseppe Sette. Eram épocas difíceis, de vacas magras, em todos os sentidos, mas de aprendizado que levo como exemplo de vida.

De lá pra cá (e não quero cometer injustiça de esquecer o nome de algum professor, por isso, não colocarei no texto), foram tantos mestres, que guardo com carinho no coração. Alguns encontro até hoje, inclusive minha primeira professora, que foi também dos meus irmãos e da minha esposa.


Foram anos aprendendo com os Mestres no Vidal Ramos, Giuseppe Sette, Olavo Cecco Rigon, fiz o supletivo no CNEC, porque na vida todo mundo tem alguns desvios. Mas a meta de completar o antigo “segundo grau” foi cumprida. Aí veio a Universidade, na UnC Concórdia. Depois os Bombeiros Voluntários. Teve o Judô, Handebol, Futebol, Escoteiros. Em todos estes lugares tive grandes e importantes professores.

Banda Giuseppe Sette
A vida me ajudou, os mestres, professores, me ajudaram. Também a minha esposa, que é minha professora no dia a dia em casa e de tantos outros, na vida real.

E não foi por não ter dinheiro, por morar num bairro pobre (hoje um dos melhores para se morar), por não ter tênis de marca, por andar de conga, de kichute, por ter uma meia, uma calça furada e rasgada, levar a lancheira com lanche de casa, embalado num papel de pacote do Super Sadia, de ficar na fila da merenda da Tia Aida, porque as vezes não tinha lanche em casa, pra levar para a escola, de arrancar a tampa do dedão, dos outros rirem por Eu ter a orelha grande, que deixei de Estudar, de cumprir meu compromisso, com a meta que meus pais traçaram como a principal da minha vida. Estudei, me formei e aprendi. Hoje até ensino, mas porque um dia, lá no passado, tive excelentes Mestres.

Que Deus continue abençoando todos. E, apesar dos percalços, das dificuldades que a profissão lhes impõe e impuserem, não desistam. Com vocês está a solução para o Mundo. É do coração e da vontade de ensinar de vocês, que nossos filhos terão um futuro.

Obrigado...







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