Rádio Rural AM 840

OPINIÃO

EDERSON VILAS BOAS



Jornalista
Éderson Carpeggiani Villas Bôas
Jornalista formado pela UnC Concórdia em 2007
Repórter do Departamento de Jornalismo da Rádio Rural
Repórter Esportivo da Rádio Rural
Comunicador da Rádio 96 FM




​O apoio aos doentes e sintomáticos é fundamental tanto quanto remédio

Não tenho nem como agradecer o carinho dos amigos, familiares e aqueles que tiraram um tempo pra mandar uma mensagem de apoio.
Adicionado em 14/05/2020 às 10:01:33

Não sei nem como iniciar o texto de hoje. Os últimos dias têm sido punk. Não estão sendo fáceis! O afastamento, o isolamento é até mais pesado que os sintomas da doença e a recuperação. Mas o que nos ajuda e nos faz voltar para o caminho é a força dos amigos, colegas de trabalho, da família, a fé em Deus.

Pra quem não sabe, estou afastado da emissora desde a última sexta-feira, quando iniciaram os sintomas do Coronavírus. E pelo protocolo, o afastamento de 14 dias é inevitável. Minha esposa está no mesmo barco e, nossa filha, felizmente, até este momento não teve nenhum sintoma. E esperamos que assim permaneça.

Mas diante dos sintomas e do cenário incerto, vem a apreensão do que pode acontecer, vem o medo de que algo mais grave esteja por vir, porque as dores pelo corpo, a febre, a tosse. Tudo isso faz parte do contexto. O isolamento ele te deprime, te chateia, te entristece… Mas é nesse momento que entram os “soldados anônimos”. Aquele pessoal que poderia se afastar de você, mas usam todas as armas possíveis para ajudar os doentes e mandar mensagens de otimismo. Caramba, quanta gente. É emocionante. Difícil não encher os olhos de lágrimas lembrando de cada mensagem recebida já.

Como escrevi no início do texto que os dias “não estão sendo fáceis”, e não estão! Falo também no geral. A doença já me fez perder um amigo. Muitos já perderam amigos, familiares. O nosso colega Jocimar Soares da Rádio Aliança, esteve em coma, entre a vida e a morte e hoje está se recuperando, ainda que em situação difícil. Mas a força dos amigos, a fé da família, a medicina e o auxílio da equipe médica, fará com que logo esteja conosco novamente.

A minha colega e prima Giane Patrícia está isolada, da mesma forma, em casa, se recuperando. E vai se recuperar. Daqui algum tempo comemoraremos a vitória, mas também rezaremos por aqueles que estiverem doentes e por milhares que não venceram a batalha.

Mas a luta vai a diante e o nosso exército do bem, de soldados anônimos, continuará.

Na próxima coluna, na quinta-feira, dia 21, o último dia de isolamento, se Deus quiser, quero usar esse espaço para agradecer, mais que comemorar, tem muita gente que merece ser citada.

 





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