Rádio Rural AM 840

OPINIÃO

EDERSON VILAS BOAS



Jornalista
Éderson Carpeggiani Villas Bôas
Jornalista formado pela UnC Concórdia em 2007
Repórter do Departamento de Jornalismo da Rádio Rural
Repórter Esportivo da Rádio Rural
Comunicador da Rádio 96 FM




​Até onde vai a (in)tolerância do ser humano?
Adicionado em 09/07/2020 às 10:53:11

Desde pequeno nós queremos “ser alguém”. Muitos querem ser super-heróis, policiais, bombeiros, advogados, Juiz, jogador de futebol. Muitos não conseguem seguir o desejo, mas isso não os difere daqueles que conseguiram “ser alguém”.

Outro dia acompanhava no blog do Luiz Longhini a história do Leonor Ramos, colaborador da empresa responsável pela coleta do lixo em Concórdia. Caramba! História idêntica à de muitos trabalhadores nesse nosso país. Talvez lá, quando criança, ele pensasse que teria outra profissão, mas a vida lhe deu este emprego que é tão digno quanto os demais citados. Isto não o difere da minha e da sua pessoa.

Eu, por exemplo, sou Jornalista e nem por isso sou melhor que você ou o Leonor. O médico tem conhecimento em uma área específica que o faz importante, mas não melhor que nenhum de nós. O advogado da mesma forma, o jogador idem. Pois, o Leonor que eu citei, exerce um trabalho importantíssimo e faz o que muitos de nós não faria. Mas é digno e isso o que importa. Ele se sente feliz, trabalha “com vontade e dedicação”, enquanto tantos cumprem tabela no que fazem. Ele tem sonhos e eu torço para que se concretizem, porque esse tipo de pessoa, honesta e simples, merece que isso aconteça.

Agora, voltando ao meu título sobre a intolerância, assisti um vídeo, onde um Ser superior, só pode, pela forma como a mulher se reportou a um fiscal, no Rio de Janeiro, com um: “Cidadão não, engenheiro civil, formado, melhor do que você”. O fiscal fazia o seu trabalho e se referiu ao companheiro dela usando o termo “cidadão”, para chamar a atenção dele quanto ao distanciamento social. Pois, ela, por ser engenheira, se sentiu melhor e maior que o Fiscal.

Bom, cada um age da forma como quiser, mas banca as consequências futuras. E foi o que aconteceu! A mulher foi demitida pela empresa a qual era servidora. Como diz o ditado: “a banca paga, mas também cobra”. E é assim na vida.

De que adianta ser superior no ensino, mas inferior nas atitudes com o próximo? Pense nisso!!





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