Rádio Rural AM 840

OPINIÃO

SIMONE VIEIRA



Jornalista
Formada em Comunicação Social - Radialismo (Unoesc/Joaçaba). Formada em Jornalismo (UnC/Concórdia). Pós-Graduada em Análise, Escritura e Reescritura Textual (URI/Erechim). Pós-graduada em Marketing e Vendas pela FACC. Formada em Direito pela FACC.




Mortes que não chamam mais atenção

Comorbidades matam muito mais que a pandemia
Adicionado em 29/04/2020 às 08:52:51

Saindo um pouco do foco da pandemia, existem outras doenças no país que parecem que não chamam mais atenção pelo número de mortes que causam. Nesta semana o Ministério da Saúde divulgou uma pesquisa em relação às doenças que mais matam silenciosamente em território nacional.

Talvez porque seja uma escolha do indivíduo acabar com sua existência em doses lentas de nicotina, açúcar, gordura ou álcool. O número de brasileiros que mantém o hábito de fumar caiu 38% no período de 13 anos. É o que aponta dados inéditos do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

O tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão, sendo responsável por mais de dois terços das mortes por essa doença no mundo. No Brasil, esse tipo de câncer é o segundo mais frequente. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, mostram que 27.833 pessoas foram a óbito em 2017 devido a essa causa.

O número de mortes e internações é maior quando se considera que o tabagismo causa outras doenças. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2015, as mortes com relação direta ao uso do tabaco foram: doenças cardíacas (34.999); doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC (31.120); outros cânceres (26.651); câncer de pulmão (23.762); tabagismo passivo (17.972); pneumonia (10.900) e por acidente vascular cerebral – AVC (10.812).

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza tratamento gratuito para dependentes da nicotina. Para saber mais, ligue para o telefone 136 e descubra em qual posto de saúde ou hospital de seu município esse auxílio está disponível.

O Ministério da Saúde também traçou o perfil do brasileiro em relação às doenças crônicas mais incidentes no país: 7,4% tem diabetes, 24,5% tem hipertensão e 20,3% estão obesos. Outro dado é o consumo de álcool, as mulheres estão consumindo muito mais bebidas alcóolicas. Se juntarmos essas estatísticas brasileiras das chamadas comorbidades com esse vírus mortal que se espalhou pelo mundo, nos parece assustador o cenário que se apresenta a frente. 

Foto:  carolynabooth por Pixabay 


 





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