Mãe e filha foram encontradas mortas em Paial. O fato mais chocante é que o assassino, preso dias após o crime, era alguém muito próximo das vítimas. Roseli Piontkoski tinha 21 anos quando foi cruelmente assassinada pelo ex-companheiro, Valcir Ricardi, 22 anos. Depois de matar a ex-mulher, Valcir também pôs fim à vida da filha Giovanna Larissa Ricardi, de apenas 19 meses.
O crime aconteceu no dia 25 de julho de 2004. Os corpos da mãe e da filha só foram encontrados no dia 17 de agosto, depois que o assassino confessou o crime a alguns amigos. No dia 22 de agosto, Valcir Ricardi foi preso no interior do Rio Grande do Sul. Em depoimento à polícia, relatou o crime com naturalidade. Disse que matou a esposa porque ela não quis reatar a relação. Depois de convencê-la a sair da casa dos pais com a filha, o criminoso obrigou a ex-mulher a entrar num matagal. Lá, matou Roseli a pedradas e pauladas. Ele contou à polícia que pensou em deixar a filha viva, mas, como a menina chorou, voltou ao local e a matou a pedradas.
O crime chocou a comunidade paialense e mobilizou as autoridades policiais de toda a região. Depois dos assassinatos, Valcir Ricardi teria atravessado o rio Uruguai a nado e passou vários dias trabalhando numa propropriedade no Rio Grande do Sul até ser preso.
Condenação
Valcir Ricardi foi julgado em junho de 2006 pela Justiça de Itá e condenado a 35 anos de prisão - 18 anos pela morte da filha e 17 anos pelo assassinato da esposa e pela destruição e ocultação do cadáver da mulher. Ele cumpriu pena no Presídio Regional de Concórdia e foi transferido para a Penitenciária de Chapecó, de onde estava foragido.
No final de semana, Valcir Ricardi foi assassinato em Florianópolis. A identificação do corpo pelo Instituto Médico Legal aconteceu na última segunda-feira, na capital. Ricardi foi morto a pedradas e chutes. A polícia investiga as circunstâncias do crime. De acordo com a Delegacia de Homicídios de Florianópolis, a polícia foi informada que um homem havia sido assassinado no bairro Campeche às 23h45 do último sábado. Os policiais que se deslocaram ao local encontraram Valcir com o rosto totalmente desfigurado, com a cabeça esfacelada. A polícia acredita em crime passional. O destino quis que ele fosse morto com a mesma crueldade que usou para matar a esposa e a filha.
Até ontem, segundo a Delegacia de Homicídios, o corpo de Valcir Ricardi continuava no Instituto Médico Legal da capital à espera dos familiares. O FolhaSete tentou, durante a semana, entrar em contato com os irmãos de Ricardi que moram em Paial, mas eles não foram localizados.
(FOLHA SETE)