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Pizzolato: "Fugi para salvar a vida" (ouça)

O Brasil já indicou que vai recorrer da decisão, o que significa que o caso se arrastará por 2015

Por Marcos Feijó
28/10/2014 às 7h58

Solto nesta nesta terça-feira (28) pela Justiça da Itália, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão, afirmou, ao sair da cadeia, que sua condenação foi injusta. Questionado se tinha valido a pena ter fugido do Brasil, ele respondeu: "Eu não fugi, eu salvei minha vida. Você não acha que salvar a vida não vale a pena?", afirmou, em entrevista a jornalistas. "Fiz meu trabalho no banco, o banco não encontrou nenhum erro no meu trabalho. O banco sempre disse que não sumiu um centavo. Não é um banco pequeno, é o maior banco da América Latina, é um banco que tem um enorme sistema de controle", disse. Mais cedo, a Corte de Apelação de Bolonha negou o pedido de extradição do governo brasileiro. Preso desde fevereiro, Pizzolato foi libertado ainda nesta terça, por ordem da mesma decisão que negou a extradição. Extradição negada A justiça italiana negou o pedido de extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, que havia fugido para o país europeu em setembro de 2013. Pelas leis italianas, Pizzolato, condenado no processo do mensalão, agora é um homem livre. De acordo com o advogado contratado pelo governo brasileiro na Itália, Michele Gentiloni, Pizzolato pode deixar ainda hoje a prisão. De acordo com o advogado de defesa de Pizzolato, Alessandro Sivelli, a "situação das cadeias brasileiras" foi decisiva para que a justiça italiana negasse a extradição do mensaleiro. O julgamento durou mais de cinco horas. Pizzolato chegou ao Tribunal de Apelação de Bolonha pouco antes do início da sessão, por volta das 7h, em um camburão fechado. A presença da imprensa na corte foi negada. O Brasil já indicou que vai recorrer da decisão, o que significa que o caso se arrastará por 2015, em uma Corte em Roma. Pizzolato está sendo levado neste momento de Bolonha para Modena em um furgão da Justiça italiana. Sua mulher, Andrea Haas, aguarda o mensaleiro na cidade, onde vivia desde que ele foi preso. A expectativa é de que Pizzolato seja solto ainda hoje e passe a noite em casa. Andrea não compareceu à sessão. "Vamoso voltar a viver", disse a mulher de Pizzolato ao saber da decisão da justiça. Com esta derrota, além de ir até a corte suprema italiana com o pedido de extradição, o governo brasileiro vai atuar em uma outra frente e tentar convencer a Itália de que Pizzolato deve cumprir a pena de 12 anos e sete meses por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro a qual foi condenado no processo do Mensalão. O início do julgamento de hoje atrasou quase duas horas. Por causa de uma outra sessão do tribunal, também sobre um caso de extradição, Pizzolato só começou a ter seu caso analisado às 11h40. A expectativa inicial era de que a decisão seria conhecida por volta das 14h de Brasília, mas se estendeu até o início da noite na Itália. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão por envolvimento no mensalão. Ele fugiu para a Itália ainda no segundo semestre de 2013 com um passaporte falso de um irmão morto há mais de 30 anos. Em fevereiro deste ano, ele acabou sendo descoberto na casa de um sobrinho na cidade de Maranello, no norte da Itália, e levado para a prisão de Módena. Pizzolato reconheceu que se refugiou na Itália para evitar cumprir pena por uma condenação que alega ser injusta. Segundo ele, foram ignoradas provas que apontavam sua inocência e que ele foi condenado em um "julgamento político" pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sem direito a recorrer da sentença a um novo tribunal.

Fonte: IstoÉ.com e G1.com

Confira o áudio:







01 COMENTÁRIO - Deixe também o seu Comentário



beto comentou em 29/10/2014 as 08:36:19
O Lula não entregou o Cesare Battisti... a Itália não entrega o Pizzolato. Olho por olho, dente por dente.




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