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Caminhoneiros desistem de buzinaço em Brasília

Manifestantes se dizem satisfeitos com a aprovação da Lei dos Caminhoneiros

Por Luan de Bortoli
03/03/2015 às 16h56 | Atualizada em 04/03/2015 - 15h12

Os caminhoneiros concentrados no estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha,em Brasília, desistiram do "caminhonaço" em direção ao Congresso, depois que alguns parlamentares visitaram o local, na manhã desta terça-feira, e agendaram reuniões com representantes dos motoristas, à tarde, no Congresso, para discutir as reivindicações.

Os manifestantes se disseram satisfeitos com a aprovação da Lei dos Caminhoneiros, sancionada na segunda-feira pela presidenta Dilma Rousseff, mas ressaltaram que a questão do preço do combustível é o ponto
central de suas reivindicações - determinante para que parem com as mobilizações.

— A aprovação da  lei foi boa, não negamos. Mas nós queremos mesmo é o que o preço do óleo seja baixado. E queremos também que seja feita uma tabela referencial para a questão do frete — disse Alceu Tramujian Neto.

Ainda de acordo com Alceu, os deputados prometeram levar aos colegas parlamentares soluções para essas reclamações.

— Eles [parlamentares] disseram que vão tentar debater a possibilidade de baixar algum tributo cobrado sobre o preço do combustível — explicou.

Na semana passada, após participar de cerimônia para entrega de casas populares do Programa Minha Casa, Minha Vida, a presidenta Dilma Rouseff disse que "o governo não tem como baixar o preço do diesel". Ela também defendeu a política de preços do governo para os combustíveis, que não é diretamente vinculado à cotação internacional do petróleo, e acrescentou que a estratégia será mantida.

O caminhoneiro Gilberto Bandeloff disse que o "buzinaço" foi adiado porque os motoristas estão se fiando na promessa dos parlamentares.

— Por enquanto, estamos nos fiando na promessa deles [deputados]. Acho que o governo vai atender nossa reivindicação, porque temos, agora, representantes no Congresso — disse.

Gilberto adiantou que a categoria não tem ainda definições sobre os próximos passos da manifestação. Ressaltou que, por enquanto, a reunião para o diálogo era o melhor caminho a ser tomado.

— Eles prometeram conseguir essa pauta no Congresso ainda hoje pra gente. Vamos esperar por isso — terminou.

Fonte: Diário Catarinense





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