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Impeachment: Telão na Rua Coberta

Nesta sexta-feira e no sábado haverá um "esquenta para o impeachment".

Por Luan de Bortoli
15/04/2016 às 08h24 | Atualizada em 15/04/2016 - 22h38

Será neste domingo, 17, a votação para a abertura do processo do impeachment da presidente Dilma Roussef. Em Concórdia, a população poderá se reunir na Rua Coberta para acompanhar o momento decisivo na Câmara dos Deputados. A votação começa nesta sexta-feira, 15, com pronunciamento dos deputados.

O grupo Vem Pra Rua, que organiza as manifestações contra a corrupção e contra a presidente, é que está também organizando a programação de domingo, e colocará um telão na Rua Coberta a partir às 13h30. Segundo os organizadores, o espaço estará aberto a toda a população, seja ela favorável ou contrária ao impeachment.

Além deste momento no domingo, já nesta sexta-feira inicia uma programação em Concórdia. Eles informam que no fim da tarde de hoje haverá o "esquenta para o impeachment", com "adesivaço" de carros, a partir das 17 horas. A mesma programação está definida para a manhã deste sábado, 16, a partir das 10 horas. 

Saiba como será o processo de votação a partir de hoje:

SEXTA-FEIRA

– O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), abrirá a sessão no plenário principal da Casa às 8h55.

– Na sessão desta sexta, os primeiros a falar serão os autores do pedido de impeachment: os juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior e a advogada Janaína Paschoal. Os três terão, no máximo, 25 minutos para se manifestar no plenário.

– Em seguida, serão concedidos 25 minutos para que a própria presidente da República ou algum de seus defensores se pronunciem sobre o processo. A tendência é que a defesa de Dilma seja feita pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. Se não houver representante da defesa, a Câmara pode nomear um defensor.

– Terminadas as falas da acusação e da defesa, serão chamados os representantes dos partidos. Cada uma das 25 legendas com representação na Câmara terá 1 hora para se manifestar sobre o impeachment no plenário. Os líderes partidários poderão indicar até cinco deputados para falar dentro desse intervalo de 1 hora. A ordem dos partidos será da maior para a menor bancada. O PMDB tem atualmente a maior bancada da Câmara, com 66 deputados.

– A sessão se estenderá até que todos os partidos se manifestem. A previsão é que os discursos devem adentrar a madrugada de sábado (16).

SÁBADO

– A sessão está marcada para começar às 11h. Encerrados os discursos dos representantes dos partidos, começam as manifestações individuais de deputados que se inscreveram no dia anterior. Cada deputado terá três minutos para falar, e serão alternados discursos a favor e contra o impeachment.

– Nesta etapa, o regimento da Câmara permite que, após quatro falas, seja apresentado requerimento para encerrar a discussão – que deverá ser submetido à votação. Se não for apresentado requerimento, a discussão segue e a previsão é que os discursos terminem na madrugada de domingo (17).

DOMINGO

– A sessão que definirá a abertura ou não do processo de impeachment está marcada para começar às 14h.

– O relator do parecer, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), terá 25 minutos para falar.

– Em seguida, os líderes poderão falar entre 3 e 10 minutos, de acordo com o tamanho da bancada, além de mais um minuto para orientar suas bancadas para a votação.

– Por volta das 15h, deve começar a votação, que será nominal. Os deputados serão chamados um a um ao microfone para declarar seu voto de “sim” ou “não” pela aprovação do parecer do relator de impeachment. Os deputados também podem se abster. A previsão é que cada deputado leve 30 segundos, em média, para votar.

– A ordem da votação alternará deputados do Norte e do Sul, começando pelo Norte. Dentro de cada estado, a chamada terá ordem alfabética. Cunha poderá votar dentro da chamada dos deputados do Rio de Janeiro ou assim que todos os parlamentares da Casa tiverem se manifestado.

– Ao fim da chamada dos 513 deputados, será realizada uma segunda chamada para os que estavam ausentes na primeira possam se manifestar.

– Para aprovar o parecer da comissão especial são necessários, no mínimo, 342 votos a favor do impeachment – equivalente a 2/3 dos deputados. Em caso de aprovação, a Câmara autoriza a instauração do processo de afastamento de Dilma, que seguirá para o Senado, responsável por julgar a presidente.

Confira o áudio:






01 COMENTÁRIO - Deixe também o seu Comentário



PAULO comentou em 15/04/2016 as 09:15:07
Olha na realidade este grupo esta armando candidatura para próxima eleições , e sabido que e palanque e para isso , acho que povo sabe ,hoje com toda tecnologia ficar oglomerado seria somente em virtude algo que não se pudesse ,acompanhar de sua casa, e a ricos de aglomeração de pessoa em virtude da gripe ,antão desnecessário o risco, sou a favor da saída do PT




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