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IMPEACHMENT: Senado vota pelo fim do mandato de Dilma Roussef

Dilma, no entanto, não perdeu os direitos políticos e por isso poderá concorrer a cargos em 2018.

Por Luan de Bortoli
31/08/2016 às 13h36 | Atualizada em 01/09/2016 - 08h09

Foi votado e aprovado pela maioria dos senadores na tarde desta quarta-feira, 31, o afastamento da então presidente do Brasil, Dilma Roussef. A sessão iniciou ainda na semana passada, na quinta-feira, dia 25, e vinha sendo comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

A votação, que ocorreu de forma eletrônica, com os senadores tendo apenas que apertar um botão para sim ou para não, foi rápida e em menos de cinco minutos o resultado foi conhecido. 61 senadores optaram por concordar com o impedimento de Dilma, enquanto os outros 20 votaram contrários. Não houve abstenções na votação.

Michel Temer, vice de Dilma e desde maio como presidente interino, deve assumir ainda nesta quarta-feira como presidente definitivo do país e deve comandar o país até 2018. A posse oficial estava marcada para ocorrer no plenário do Senador Federal, por volta das 16 horas.

A presidente afastada foi condenada sob a acusação de ter cometido crimes de responsabilidade fiscal – as chamadas "pedaladas fiscais" no Plano Safra e os decretos que geraram gastos sem autorização do Congresso Nacional. Dilma deverá desocupar em até 30 dias o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, em Brasília, e terá reduzida para oito servidores sua equipe de assessores, seguranças e motorista.

Segunda votação

A pedido do Partido dos Trabalhadores, os senadores aprovaram que a divisão fosse desmembrada. Primeiramente foi votado o impeachment. Depois os senadores votaram pela inabilitação de Dilma Roussef, ou seja, se ela deveria ou não perder os direitos políticos a partir de 2018. 

Na votação, também eletrônica, 42 senadores votaram pela inabilitação, 36 pelo não e três se abstiveram. No entanto, como era preciso 54 votos, mesmo número necessário na votação do impeachment, a inabilidade não ganhou sequência e Dilma poderá concorrer cargos públicos em 2018.






01 COMENTÁRIO - Deixe também o seu Comentário



Paulo Pucci comentou em 01/09/2016 as 11:44:42
É uma vergonha, quem é cassado perde os direitos políticos por 8 anos, está na constituição., graças a Deus não conseguiram transformar numa cuba ou venezuela, qué é o que o PT queria. È por coisas assim que os políticos não tem crédito nenhum, e continuam não tendo, nos difrentes níveis, estadual, municipal ou federal.




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