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Protesto de caminhoneiros em Irani termina depois de cerca de uma hora

Paralisação iniciou na terça-feira por algumas horas.

Por Luan de Bortoli
18/01/2017 às 10h03 | Atualizada em 19/01/2017 - 09h17

Prometido para a manhã desta quarta-feira, dia 18, o protesto dos caminhoneiros na BR-153, em Irani só começou à tarde, depois de uma reunião da classe que definiu pelo protesto. Até às 10 horas, não havia movimentação de veículos naquela região, diferente do que se esperava. A reportagem da emissora esteve no local e verificou apenas resquícios da manifestação que aconteceu na véspera. 

A nova manifestação dos caminhoneiro iniciou semana passada no estado de Mato Grosso do Sul e nesta semana ganhou adesão de mais estados. Em Santa Catarina, o primeiro foco de paralisações aconteceu na tarde da terça-feira, dia 17, na mesma região de Irani, no trevinho. Alguns caminhoneiros ficaram por algumas horas parados às margens da rodovia. Pneus foram colocados na BR e outros foram queimados como forma de protesto.

Uma reunião realizada nas primeiras horas da tarde desta quarta com vários caminhoneiros definiu pela retomada da paralisação. O retorno do protesto dependia, segundo disse Tomaz Lisboa, um dos líderes do movimento na região de Irani, do engajamento da classe. Como a maioria aceitou parar, o protesto teve início e começou por volta das 15h25. Previsto para durar até a noite, o movimento se manteve por cerca de uma hora.

Durante o tempo de duração a paralisação teve adesão bastante tímido. O protesto foi parecido com o de terça, onde os veículo ficaram parados às margens da rodovia na região do trevinho. Houve alguns focos de protesto também na região mais central de Irani. Por cerca de 40 minutos a BR-153 ficou bloqueada, mas foi liberada. A paralisação pode voltar à noite. A classe discute o assunto.

Os caminhoneiros apoiam o Projeto de Lei 528, em tramitação na Câmara Federal, que prevê a criação da Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. O protesto é nacional e os caminhoneiros pedem que as transportadoras paguem piso mínimo para o frete, cujo valor é determinado pela Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) conforme a quilometragem percorrida. Segundo eles, os valores pagos estão defasados há anos, mas teve piora nos últimos meses.






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