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Por conta de rebeliões, mulher de Pizzolato tenta brecha para o marido

O concordiense está preso em Brasília.

Por Luan de Bortoli
23/01/2017 às 07h58 | Atualizada em 24/01/2017 - 06h13

A esposa do concordiense Henrique Pizzolato, preso em Brasília, pelo processo do mensalão, tentou uma brecha na prisão do marido. No início do mês, Andrea Haas, enviou uma carta ao ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando, questionando sobre as garantias de segurança de Pizzolato no presídio em função das recentes rebeliões no país.

"Ele (ministro) decidiu extraditar Henrique, cidadão italiano, para pagar sua pena de detenção no Brasil e, sendo a sua última e definitiva decisão, é sua responsabilidade sobre o que sucede com o meu marido. Então, lhe peço: quais são as garantias que a Itália oferece para que meu marido não seja a próxima vítima?", escreveu Haas referindo-se às rebeliões que deixaram mais de 100 mortos.

Na carta, Haas destaca que "todos os políticos envolvidos" no Mensalão "estão livres, receberam indultos", mas que "as pessoas que nunca ocuparam uma posição política, como o meu marido" continuam presas. Ela ainda lembrou que há um pedido da defesa de Pizzolato no STF para que ele possa progredir do regime fechado para o semi-aberto, já que teria cumprido um sexto da pena - considerando o período que passou detido no presídio de Modena, na Itália.

Para justificar seu apelo, Haas afirma que na Papuda "há um agente penitenciário para cada 120 detidos". Haas ainda acrescenta que, depois das rebeliões com mortes, "não posso deixar de temer pela vida do meu marido Henrique, perante o comportamento dos juízes brasileiros que aplicam uma outra pena, além daquela imposta no julgamento, decidindo contra a lei mantê-lo em um regime mais rigoroso, e perante a atitude do presidente do Brasil tratar a morte dos detidos como 'acidente'".

Pizzolato, que tem cidadania italiana, fugiu para o país europeu em setembro de 2013 durante o escândalo do Mensalão antes que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinasse sua condenação. Durante o tempo em que estava foragido, ele foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Preso em fevereiro de 2014 na Itália, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil foi extraditado para o país em outubro de 2015. Desde então, o ex-diretor de marketing cumpre pena no presídio da Papuda, em Brasília.





01 COMENTÁRIO - Deixe também o seu Comentário



Paulo Pucci comentou em 23/01/2017 as 11:27:56
O pior criminoso é quem rouba dinheiro do povo pobre, e esse aí é um deles. Tem que deixar ele no meio das facções . Dveria ter o Lula e mais alguns com ele.




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