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Tragédia em Chapecó

Viúvas de jogadores da Chapecoense entram com ação contra o clube

Elas querem receber por direitos de imagem.

Por Luan de Bortoli
11/03/2017 às 10h23

Pelo menos cinco viúvas de jogadores da Chapecoense que estavam no avião da Lamia que caiu na Colômbia em novembro do ano passado estão ingressando na Justiça contra o clube. A informação foi apurada pela Folha de São Paulo e divulgada na tarde desta sexta-feira. 

A primeira ação foi movida por Valdécia Borges de Morais Paiva, viúva do volante Gil. Uma audiência já foi marcada para o dia 22 de maio, em Chapecó. A ação foi movida por um escritório de São Paulo. As viúvas de Bruno Rangel, Ananias, Gimenez e Canela também devem entrar com ação contra o clube pelo mesmo escritório.

O clube já indenizou as famílias dos jogadores, mas elas querem que seja incluído no cálculo das indenizações o direito de imagem e premiações. Também pedem pensão e danos morais por entenderem que o translado dos jogadores era de responsabilidade do clube, o que caracterizaria acidente de trabalho. Das 71 vítimas fatais do acidente, 19 eram jogadores.

O vice-presidente jurídico da Chapecoense, Luiz Antônio Pallaoro, confirmou que existem "quatro ou cinco ações" contra o clube, embora só uma oficializada até o momento, que é a da viúva de Gil. Ele disse que é normal ações de advogados contra o clube, mas considera que as argumentações devem ser derrubadas. 

Pallaoro também afirmou que não cabe pensão, pois a partir da morte dos jogadores, se rompe o contrato de trabalho e a questão passa a ser previdenciária, ou seja, com pagamento pelo INSS.

O dirigente afirmou que a Chapecoense não pode ser responsabilizada por contratar uma companhia aérea, e sim a Lamia, pois houve responsabilidade do piloto em não reabastecer a aeronave.

— Nós também somos vítimas e vamos entrar com ação contra a empresa — explicou.

O vice-presidente disse também que a lei permite pagar metade do salário registrado em carteira e metade por direito de imagem. Afirmou que a Chapecoense pagava 40% por direito de imagem, e isso também cessou com a morte dos atletas.

Em relação à Lamia, a Chapecoense fará uma reunião com os familiares das vítimas no dia 15 de março, em Florianópolis. O clube também contratou um escritório de advocacia da Capital para auxiliar nas ações.

O clube também informou que foram repassados R$ 2,9 milhões para as famílias de doações, inclusive do amistoso do Brasil contra a Colômbia. Deste amistoso, o clube alega que a maior parte das doações foram para a instituição.

Fonte: DC





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