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Acidente aéreo que matou concordiense completa 10 anos

Cássia Negretto tinha 28 anos de idade. Aeronave da TAM não parou na pista de Congonhas.

Por Marcos Feijó
16/07/2017 às 16h49 | Atualizada em 18/07/2017 - 07h56

Completa nesta segunda-feira (17) dez anos do desastre aéreo que causou a morte de 199 pessoas (187 a bordo sendo todos na hora e 12 em solo) em Congonhas, São Paulo. Dos 11 indiciados, três viraram réus, mas foram absolvidos. No dia 17 de julho de 2007, o Airbus A320, que saiu da capital gaúcha com destino a São Paulo no voo 3054 da TAM, bateu contra um prédio da própria companhia aérea após cruzar a Avenida Washington Luís a 170 km/h, atingindo também um posto de gasolina. O piloto não conseguiu frear após a aeronave tocar a pista molhada do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Das 11 pessoas indiciadas pela Polícia Federal, três se tornaram réus no processo que investigava o acidente. No entanto, todos foram absolvidos em duas instâncias pela Justiça Federal.

Nesta segunda um culto ecumênico será realizado em homenagem às vítimas. O ato está marcado para 15 horas no Largo da Vida, localizado ao lado do Aeroporto Salgado Filho. Há um mês, o Tribunal regional Federal da 3ª região manteve a decisão de absolver três pessoas no processo do acidente com um avião da TAM em 2007. Dois ex-executivos da empresa, Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro e Alberto Fajerman, e a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil Denise Ayres Abreu eram acusados de atentado contra a segurança do transporte aéreo. O resultado da segunda instância saiu poucos dias antes de a tragédia completar dez anos. Por volta das 18h40 do dia 17 de julho de 2007, o voo 3054, que havia partido de Porto Alegre, recebeu autorização para pousar em São Paulo. O avião tocou a pista molhada pela chuva, não desacelerou como deveria e, 24 segundos depois, colidiu com o edifício da TAM Express e um posto de gasolina na Avenida Washington Luís, na Zona Sul.  A perícia constatou que, além de problemas de atrito na pista de Congonhas, houve uma pane no sistema de reverso do airbus. Após o episódio, a Infraero realizou uma série de reformas no aeroporto, incluindo a recuperação de 2 000 metros da pista. Em 2012, a área do acidente foi transformada na Praça Memorial 17 de Julho, em homenagem às vítimas.


O acidente, investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, órgão filiado à Força Aérea Brasileira, teve seu relatório final divulgado em setembro de 2009, apontando como causas principais do acidente o erro do piloto, ao configurar irregularmente os manetes, falta da infraestrutura aeroportuária brasileira, faltando groovings (ranhuras) na pista de Congonhas e autonomia excessiva aplicada aos computadores da aeronave.

A delegação da equipe de futebol do Grêmio estava prevista para embarcar neste voo. Jogadores e comissão técnica fariam uma conexão em Congonhas e seguiriam para Goiânia, onde havia um jogo marcado contra a equipe do Goiás, mas a direção do clube adiou a viagem para o dia seguinte.

Entre os passageiros estavam:
Júlio Redecker (51 anos), deputado federal gaúcho pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), líder da tribuna de oposição da Câmara dos Deputados do Brasil.
Paulo Rogério Amoretty Souza (61 anos), ex-presidente do Sport Club Internacional e advogado do Sport Club Corinthians Paulista.
João Roberto Brito (50 anos), diretor de operações regionais do SBT Rio Grande do Sul.
João Francisco Caltabiano (40 anos) e Pedro Augusto Linhares Caltabiano (38 anos), irmãos e sócios que administravam o Grupo Caltabiano, do ramo de concessionárias.
Ivalino Bonatto (45 anos), gerente financeiro da Vinícola Aurora, em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul. Seu corpo, junto com os corpos de outras três vítimas, nunca foi encontrado.
Atílio Sassa Bilíbio (62 anos), proprietário da metalúrgica Medabil e vice-presidente do Centro de Indústrias do Rio Grande do Sul.
Dentre as 199 vítimas do acidente, quatro não tiveram seus corpos identificados pelo Instituto Médico Legal, sendo dados como desaparecidos nos escombros do acidente. São eles: o executivo Ivalino Bonatto (45 anos), a comissária de bordo (e tripulante do voo) Michelle Leite (26 anos), o engenheiro Andrei François de Mello (42 anos) e o bebê Levi Ponce de Leão (1 ano e 8 meses). As quatro vítimas tiveram apenas alguns de seus pertences encontrados, possibilitando enterros simbólicos por parte das famílias, sem os corpos destes passageiros.

CONCORDIENSE:

Uma das vítimas do acidente com o avião da TAM, a comissária de bordo Cássia Negretto, 28, natural de Concórdia, morava em São Paulo e trabalhava na TAM desde 1998.  Ela se casaria no mesmo dia em que completaria 29 anos, no dia 2 de dezembro. Ela faria a prova do vestido de noiva na semana da tragédia.
Cássia e o novo noivo, um engenheiro da Petrobras, já haviam comprado casa em Rio das Ostras, no Rio. Deixaria de morar em São Paulo e trabalharia apenas mais um ano na empresa de aviação.
Há dois anos, Cássia perdera o seu então noivo. Ele era piloto particular e morreu em acidente com aeronave que pulverizava lavouras no Paraguai.

MENSAGEM DA FAMÍLIA: Hoje aprendemos a conviver com a saudade e com a sua ausência, pois sabemos que está aos cuidados de Deus                       
João 11 /25  Disse-lhe Jesus: Eu Sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente.







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