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Horário de verão inicia daqui a um mês

Estudo indica que medida já não tem resultados significativos.

Por Luan de Bortoli
15/09/2017 às 08h02 | Atualizada em 16/09/2017 - 11h08

Falta exatamente um mês para o início do polêmico e temido Horário de Verão. A medida inicia em 15 de outubro e vai terminar em 17 de fevereiro de 2018. A mudança de horário tem duração de quatro meses e ocorre sempre no período de verão brasileiro, época em que o consumo de energia tende a aumentar no país, e visa proporcionar uma economia de energia, com um menor consumo no horário de pico (das 18h às 21h), pelo maior aproveitamento da luminosidade natural.

A 42ª edição da medida será realizada nas regiões sul, sudeste e centro-oeste, compreendendo também o Distrito Federal, onde os relógios deverão ser adiantados em uma hora. Com isso, o uso de energia gerada por termelétricas pode ser evitado, reduzindo o custo da geração de eletricidade. A mudança de horário é adotada no Brasil desde 1931. 

A edição do Horário de Verão de 2016/2017 gerou uma economia de R$ 159,5 milhões, o que surpreendeu Operador Nacional do Sistema Elétrico, que esperava economia inferior a R$ 150 milhões. Para a próxima edição a previsão de economia é um valor aproximado da edição anterior. Tal economia é decorrente da redução do acionamento de usinas térmicas durante este período.

O Ministério de Minas e Energia e os órgãos do setor, no entanto, avaliam que a aplicação da medida já não faz mais sentido para economizar eletricidade, conforme apontou um estado. O que irá determinar se o horário de verão continua ou acaba será o costume e a cultura do brasileiro. A mudança no perfil do consumo de energia dos brasileiros vem reduzindo a efetividade do horário de verão, avaliam os técnicos. O período gera pouca economia, de apenas 0,5% de todo o consumo elétrico do país.

A aplicação do horário de verão resultava em maior economia no passado, quando mais pessoas tinham um horário de trabalho tradicional, chegando em casa no início da noite e ligando a iluminação e aparelhos elétricos em seus lares e criando um pico de demanda. Hoje, o uso de equipamentos de ar condicionado durante o dia (em especial nas tardes ensolaradas e quentes de verão) mudou a curva de consumo, colocando o pico no período da tarde.





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