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Escolas de samba se reúnem para definir futuro do Carnaval

A prefeitura já disse que não vai coordenar a organização da festa.

Por Luan de Bortoli
10/10/2017 às 07h41 | Atualizada em 10/10/2017 - 16h06

A realização do Carnaval 2018 de Concórdia ainda não está totalmente confirmada. Depois da desistência da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesc), anunciada na semana passada à administração municipal, a continuidade do evento ficou em cheque e uma série de dúvidas surgiu. A prefeitura já disse que não vai coordenar a organização da festa.

A superintendência da fundação de cultura se reuniu com as agremiações concordienses na manhã da segunda-feira, dia 09, para passar formalmente a posição de que a prefeitura não vai coordenar o evento, como o superintendente Julio Gomes já havia dito em entrevista na semana passada ao jornalismo da emissora. O encontro foi apenas para formalizar uma posição já conhecida de todos, segundo a prefeitura.

Já na noite de segunda, a direção das três escolas também se reuniu para discutir, entre si, o futuro do Carnaval. De acordo com as informações, o objetivo do encontro era definir como seria a organização dos desfiles sem a Liga no comando e se, de fato, a festa irá acontecer. Havia a possibilidade de as escolas decidirem pela não realizar do carnaval do próximo ano. Uma resposta formal será dada à prefeitura ainda nesta terça-feira.

A Liga desistiu do evento alegando que o poder público não ofereceu recursos para a equipe que representa as escolas e organiza o evento. A prefeitura fez proposta financeira apenas para as três escolas, justificando que não há legalidade no repasse para a Liesc. O carnaval de 2017 também foi realizado com recursos aquém do esperado, mas com a promessa de que haveria mais investimentos para a próxima edição.

O Carnaval com desfiles em Concórdia começou em 2010, ano em que duas das atuais escolas desfilaram pelas ruas centrais do município constituídas ainda como blocos – no caso, a Matriz do Samba e a Unidos da Alegria. Em 2011, a Império Guerreiro se juntou a elas como o terceiro bloco. Foi em 2012 que elas foram legalizadas e passaram a ser constituídas como escolas e o Carnaval passou a ter desfiles oficializados. Até então, a Liga era uma associação feita por membros dos blocos.





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