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ESPECIAL

Bombeiros de Ipumirim estão com orçamento "apertado"
A equipe tem gastos mensais de R$ 10 mil.


Por Luan de Bortoli
Em 20/10/2017 - 08h01 - Atualizada em 20/10/2017 - 09:19



A reportagem das rádios Rural e 96 começa hoje uma série especial em que vai ouvir um pouco da situação de cada corporação de bombeiros da região do Alto Uruguai. O objetivo é divulgar o trabalho realizado pelas equipes, verificar como anda a questão financeira e ampliar, de forma geral, o espaço para ajudas. O especial começa com o Corpo de Bombeiros Voluntários de Ipumirim.

Apesar de conseguir se manter com apoio da comunidade e do poder público, a situação financeira dos bombeiros de Ipumirim está, como se diz no linguajar popular, apertada. Contando atualmente com 40 bombeiros e cinco veículos, entre eles, de combate e socorro, a equipe faz, diariamente, em média, três atendimentos, sendo a maioria pré-hospitalar, especialmente para idosos e crianças.

A preocupação, no entanto, é que o governo do Estado ainda não repassou para Associação dos Bombeiros Voluntários do Estado de Santa Catarina (Abvesc) os recursos referentes a este ano. Com isso, a corporação de Ipumirim está com menos verba do que previa, segundo informa o comandante Clovis Jung. “Nossa preocupação é com os repasses do Estado, que neste ano ainda não foram feitos por intermédio do governo para a Abvesc. Isso nos preocupa muito porque é um dinheiro que ajudaria a desafogar as contas”, conta ele.

O não repasse dos recursos anuais acarreta em perdas diretas para a comunidade. O comandante explica que vários equipamentos não são comprados pela falta do dinheiro. “Ele ajudaria em forma de compra de equipamentos, renovar a frota, melhoria da frota, compra do uniforme do bombeiro, sistema de proteção ao bombeiro”, enumera Jung.

Com gastos médios de R$ 10 mil por mês, valor que não inclui compras de equipamentos e materiais para atendimentos, os maiores custos diários, hoje, da corporação, são com a folha e o combustível, segundo explica o comandante. “O ponto fraco hoje seria combustível para as viaturas, a gente tem que bancar com fins próprios, e a folha salarial do pessoal que trabalha no efetivo, nos períodos que não tem voluntários. Com combustível nós temos gastos de R$ 1.200,00, e com folha, R$ 8.500,00”.

Em se tratando de materiais ou equipamentos, a equipe consegue trabalhar com o que tem. Mas há uma grande necessidade de incrementos, conforme Jung. O que mais se precisa, no momento, seria um equipamento de mergulho para salvamento em afogamentos, sistema de combate veicular pesado, sistema de triagem de múltiplas vítimas e cursos de aprimoramentos.




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