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Bombeiros de Concórdia tentam reverter fim da filantropia
A equipe tem, atualmente 94 bombeiros "operacionais".


Por Luan de Bortoli
Em 26/10/2017 - 07h56



Em abril de 2016, o Corpo de Bombeiros Voluntários de Concórdia recebeu, do Ministério do Desenvolvimento Social, uma carta informando que a entidade estava perdendo a filantropia, que concede algumas imunidades. De imediato, a direção da corporação entrou com recurso, que prolongou o selo até setembro deste ano, quando veio o resultado confirmando que os bombeiros de Concórdia deixaram de ter o selo de filantropia.

Este foi o tema da última reportagem especial dos bombeiros voluntários da região de Concórdia. Diante desta situação, o problema é que a partir de agora o Corpo de Bombeiros vai ter um aumento bastante significativo nos gastos. Além disso, conforme o presidente da entidade, Nadir Matiello, a equipe vai ter que pagar os valores atrasados desde a época em que a decisão foi tomada, em abril do ano passado.

Toda essa mudança vai resultar, para a corporação, um gasto mensal elevado e dívidas. “Consequentemente, a cobrança de todos os atrasados [desde que a decisão foi tomada em 2016] e também, a partir de agora, o pagamento referente a não filantropia, que é o INSS patronal. Isso vai resultar em dívida dos atrasados de aproximadamente de R$ 370 mil. E incremento nas nossas despesas em torno de R$ 25 mil por mês”, pontua.

A medida já obriga que a corporação tome algumas decisões novas sobre os gastos mensais. Matiello explica que, além de precisar ainda mais do apoio da população, a entidade vai ter que utilizar recursos que estavam guardados para emergências. Mas o que não vai mudar são os atendimentos à população, garante. “Isso a gente nunca vai, de maneira alguma, perder esse trabalho que estamos fazendo. Vamos achar alternativas. Tínhamos uma reserva para investimentos, vamos acabar usando. E vamos contar com o poder público município. Tem algumas verbas estaduais, diminuir as despesas. Vamos contar com a população em geral”, comenta.

No entanto, a equipe dos bombeiros não vai ficar de braços cruzados diante da decisão. A direção já entrou com recurso, através do Ministério da Saúde, para tentar reaver o selo e voltar a ter as isenções. “Nós vamos tentar via Ministério da Saúde, só que é um processo lento. Estamos protocolando via site um cadastramento. O próximo convênio do ano que vem vai ser via secretaria da saúde, tem que ser dessa forma para conseguir a filantropia de volta. Joinville, parece, já conseguiu”, disse.

A corporação voluntária de Concórdia conta, atualmente, no total, com 206 bombeiros, entre mirins, administrativos e operacionais. Já somente os operacionais, que realizam atendimentos, são 94, sendo 21 efetivos e os demais voluntários. A equipe conta ainda com dez veículos e uma média de 18 ocorrências por dia. Em 2016 foram feitos, no total, 6.448 atendimentos.




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