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POLÍTICA

Análise dos sindicatos sobre o horário livre do comércio
Dirigentes acompanharam a votação no Legislativo e falaram sobre a votação favorável ao projeto do executivo.


Por Ederson Vilas Boas
Em 05/12/2017 - 09h34 - Atualizada em 06/12/2017 - 07:50


Foto: Divaleia Casagrande


Com o plenário lotado de dirigentes do Sindilojas, CDL e ACIC, assim como do Sindicato dos Comerciários e funcionários de empresas de Concórdia, os vereadores aprovaram na noite desta segunda-feira, por 7 a 5, o projeto do executivo que modifica o horário do comércio de Concórdia.

Dentre os dirigentes presentes, estava a presidente do Sindicato dos Comerciários, Janete Peccini. Chateada e emocionada, Janete lamentou o resultado, citando acreditar que tanto o trabalhador, como o empresário, pagará um preço muito caro pela decisão que foi tomada. Acompanhe o comentário da dirigente sobre a pergunta feita pela reportagem da Rádio Rural, em relação a avaliação dela, quanto ao resultado.

“Enquanto presidente do sindicato, enquanto representante da diretoria do Sindicato dos Comerciários, Eu estou me sentindo muito triste, muito abalada. Acho que foi uma das piores coisas que aconteceu nos últimos anos para os Comerciários. Já não basta esse ano a reforma trabalhista, então mais isso agora. Acho que isso abala muita a gente enquanto direção, enquanto na Linha de Frente, enquanto Presidente. Mas nós quando Eu fui para o sindicato, o Evandro (Pegoraro) e Eu, o Sindicato já tinha uma história de muitos anos de luta e até hoje a gente sempre venceu todas as lutas de liberação do horário, tentativas de liberação do horário, a gente sempre venceu, sempre conseguiu segurar, sempre conseguiu negociar. Resumindo, nós sempre saímos vitoriosos, isso acho que é muito importante porque enquanto outras cidades já tem vários anos que o horário é Livre, em Concórdia a gente sempre conseguiu negociar e sempre conseguiu proteger e cuidar dos trabalhadores, com uma forma um pouco mais respeitosa.

Mas hoje, infelizmente foi, a partir de hoje o horário é livre eu acho que não só o trabalhador, mas os empresários também vão pagar um preço muito caro por isso, porque isso tem custo não só a questão social, a questão da família, mas tem um custo muito caro. Talvez, eu acredito que a maioria vai se arrepender disso, de ter tomado esta decisão e, claro, é por isso que a política é importante que, quem tem a caneta na mão é que decide, quem tem o voto na mão é quem decide. As pessoas têm que pensar um pouco mais nas próximas eleições e voltar em pessoas que representem e pensem na maioria e não na minoria”.

Já o presidente do Sindilojas, Leocérgio Sarturi, comemorou o resultado e a possibilidade agora dos empresários terem a opção de abrir as empresas quando bem entenderem. Mas Sarturi deixou claro que fará a fiscalização e não tolerará abuso com os funcionários, por parte dos empresários.

“É um trabalho de muitos anos que a gente vem discutindo, todos os presidentes que passaram no Sindilojas e agora sobrou a missão no meu mandato e o desafio muito grande para mim e a diretoria  que me apoia. O objetivo era nós ir buscar o entendimento No horário do Comércio, buscar a liberdade para os nossos empresários trabalhar todos os sábados e todos os domingos, quem quiser. É a liberdade que está aí, mas a gente vai organizar o comércio. O Sindilojas que agradecer o apoio da CDL, da OAB, de todas as entidades que apoiaram e nos ajudaram a construir esse projeto.

Os vereadores, a gente sabe que foi uma situação difícil, mas infelizmente é a missão dos vereadores. Concórdia ganha hoje essa liberdade de horário, mas não é que vamos abusar . Já conversei com o presidente da CDL, da ACIC, a Maria Luiza (Lazarin), vamos buscar uma organização no comércio, nós não queremos fazer um comércio baderna e nós vamos mostrar para a sociedade, o sindicato que estamos livre para a negociação, temos muita coisa para negociar entre os dois sindicatos, como o meu e o da Janete (Pecccini). Achoa que é a cidade que precisa crescer e, com isso, o desenvolvimento na cidade.

Eu como represento o sindicato e a gente toda semana tá discutindo sobre a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), escravidão não vai ter! Empresário que trabalha 44 horas semanais isso é normal. Então tem algumas empresas que farão isso, trabalharão 7h20 pra fechar a carga horária de 44 horas. Tem muitas empresas que a gente conversa que não vão abrir todos os sábados e o empresário vai ter a liberdade. Então assim, os nossos trabalhadores podem ficar tranquilos, pois, eu me coloco à disposição, coloco o Sindilojas à disposição, com o sindicato dos comerciários para fiscalizar e. se tiver algum empresário que está descumprindo as leis e fazendo bobagem, em cima do nosso trabalhador, nós vamos fazer a correção, pois escravidão não pode ter”.

O projeto segue para segunda votação, que ocorre no dia 11, e se aprovado vai para a sanção do prefeito Rogério Pacheco. O passo seguinte é a publicado no Diário Oficial para poder virar lei no município e entrar em vigor. Conforme o texto original aprovado, os empresários poderão atender todos os dias da semana da 6h às 22h, inclusive aos domingos.
 




02 COMENTÁRIOS - Deixe também o seu Comentário



Nore comentou em 05/12/2017 as 15:55:25

Parem de reclamar, não vai ser todo mundo que vai abrir, vocês estão ficando loucos? Abre quem quer, trabalhador não vai trabalhar de segunda a segunda, horário extra, recebe extra e estão amparados por leis trabalhistas federais! Ninguém vai viver trabalhando! Ninguém reclama de mercados e estabelecimentos abertos no domingo, quando precisa comprar comida ou besteira né? Povo só reclama!
Douglas Franciscon comentou em 05/12/2017 as 14:25:35

Só for pra proibir, não deveria ser pra todo mundo? Então vamos ter que fechar os postos de combustíveis, farmácias, o pronto socorro, as delegacias, os bombeiros, etc.... Já pensou um mundo em que no domingo fechassem também as emissoras de TV e rádio. E se Parasse de funcionar o Facebook e o whatsapp?



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