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Câmeras de monitoramento: equipamentos quebrados e quantidade insuficiente
Reportagem especial apurou que 25% delas não funcionam.


Por Luan de Bortoli
Em 24/01/2018 - 07h57 - Atualizada em 24/01/2018 - 22:40



O setor de segurança é um dos mais carentes de Concórdia e a quantidade de câmeras de monitoramento disponíveis no município – ou a falta delas – é uma das provas disso. Atualmente, estão instaladas na área central de Concórdia 20 equipamentos, mas 25% não estão em operação, deixando a Polícia Militar ainda com mais deficiência na atuação do combate à criminalidade.

Conforme informações apuradas pelo departamento de jornalismo da emissora, 15 câmeras estão funcionando atualmente, sendo que precisam de manutenção frequentemente. Das cinco restantes, uma está no conserto e deverá retornar em breve. As outras quatro não tem mais solução e estão totalmente inoperantes. Na conta final, somando a que está em manutenção, Concórdia possui atualmente apenas 16 câmeras, para uma cidade de 72 mil habitantes. 

Para a Polícia Militar de Concórdia, é um número insuficiente, embora os equipamentos existentes ainda consigam suprir parte das necessidades. Segundo o Capitão Carmiliano Amarante, as câmeras estão instaladas apenas na região central do município. “É uma ferramenta que nos ajuda bastante na questão de segurança preventiva e repreensiva. Então essas câmeras que estão faltando, fazem falta. Fica comprometido o serviço”, afirma.

Mais do que o conserto das existentes, Concórdia precisaria até dobrar a quantidade delas, afirma o capitão. “O ideal é que seriam repostas e que fosse ampliado o número de câmeras. Na época foi feito um estudo dos locais estratégicos, então foram contempladas as regiões mais movimentadas. Mas hoje deveria dobrar este número para contemplar as entradas do município, de bairros principais e até mesmo o centro”, ressalta.

Apoio público

Segundo o capitão, a melhor forma de conseguir ampliar o número de câmeras seria com a ajuda de lideranças locais, que interveriam com o governo do Estado, responsável pelo repasse dos equipamentos. “Esse projeto inicia das câmeras, o Bem Te Vi, teve alguns municípios que teve a segunda fase, por exemplo, Chapecó. E a gente não foi contemplado. Isso foi através do Estado, da Secretaria de Segurança Pública. Seria interessante um apoio das nossas lideranças para pressionar o governo para ampliar o número. Claro que poderia ser feito através de parceria público-privada, mas seria mais fácil pelo próprio Estado”, comenta o capitão.

Atualmente, as câmeras de monitoramento precisam de constantes reparos. E depois de um período nebuloso de dificuldades quanto a consertos, agora há um convênio entre PM e polícia, que agilizam este processo. “Existe um convênio com o município de Concórdia, uma empresa contratada, graças ao convênio é possível fazer a manutenção. Nós temos com as câmeras uma vigilância 24 horas. Se tem alguma denúncia, alguém em atitude suspeita, vai o policial e monitora as câmeras, ou até mesmo se aconteceu delito ou acidente, as imagens ficam gravadas e a gente busca lá”, explica.

Atualmente, as câmeras instaladas em Concórdia, mas não necessariamente em funcionamento, abrangem 17 ruas do município, todas na região central, que compreende trechos a partir da Rua Abramo Eberle, próximo do Silo da Copérdia, passando pelo centro, BRF, chegando até ao Caitá Supermercados. 

Abaixo um mapa interativo onde estão instaladas as 20 câmeras de Concórdia. Elas estão marcadas em amarelo. Por questões de segurança, a PM não divulga quais as câmeras não estão em funcionamento.




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