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Entidades de Concórdia apoiam protesto dos caminhoneiros

Prefeito disse que não há problemas, mas há preocupação.

Por Luan de Bortoli
24/05/2018 às 08h23 | Atualizada em 24/05/2018 - 13h52

Diversas entidades de Concórdia enviaram nota à imprensa, onde expressam apoio ao movimento realizado pelos caminhoneiros em todo o país. No município, o protesto ocorre desde segunda-feira, dia 21, quando começou de maneira tímida e foi ganhando mais adesão no decorrer da semana. 

A ACIC, CDL e Sindilojas emitiram uma nota em conjunto, onde dizem que manifestam posição de apoio ao movimento de paralisação dos caminhoneiros, realizados em diversos pontos do País, em especial no oeste catarinense. As entidades apoiam toda e qualquer manifestação legítima e pacífica, que tenham como finalidade o bem estar da sociedade em geral. 

Segue a nota dizendo que “um país onde o sistema de transporte de cargas está concentrado nas rodovias, os transportadores merecem atenção efetiva por parte dos governantes e soluções viáveis para os problemas que imperam na sobrevivência do setor”. Veja abaixo a nota completa.

A OAB também emitiu nota de apoio, onde disse que solidariza-se ao movimento social prospectado pelos transportadores, notadamente por ser justa a reivindicação. Ademais, a sociedade brasileira imprescinde dos bons frutos dessa hercúlea atividade para o desenvolvimento e crescimento social/ econômico. (veja abaixo)

Em entrevista à reportagem da emissora na manhã desta quinta-feira, o prefeito Rogério Pacheco também falou sobre a manifestação. Pacheco reiterou apoio ao movimento pacífico e disse que por enquanto não há comprometimento nos trabalhos, mas há preocupação.

O Sindicato dos Bancários de Concórdia também emitiu nota favorável ao protesto. A entidade diz que apoia a manifestação pacífica, tendo em vista o impacto direto que vem causando o aumento abusivo do valor dos combustíveis, medida que inviabiliza o transporte de cargas.

A AMAUC também manifestou apoio e acrescentou uma recomendação aos municípios da região: Em respeito à paralisação dos caminhoneiros e para evitar colapso nos serviços essenciais, a AMAUC recomenda a todos os municípios filiados a paralisação dos serviços que envolvem a utilização de combustível, com exceção aos serviços de saúde. Veja a nota completa mais abaixo.

Comércio na região

Na região, o protesto dos caminhoneiros começa a ganhar apoio. As CDLs de Seara e Ipumirim já informaram em nota oficial que, além de serem favoráveis ao movimento da classe, as entidades recomendam a paralisação das atividades no período da tarde. Diante disso, comércio de Seara e Ipumirim deverá fechar as portas por um período em solidariedade ao grupo.

Nota ACIC, CDL e Sindilojas:

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Concórdia (CDL), a Associação Empresarial de Concórdia (ACIC) e o Sindicato do Comércio Varejista de Concórdia e Região (Sindilojas), por meio desta, manifestam posição de apoio ao movimento de paralisação dos caminhoneiros, realizados em diversos pontos do País, em especial no oeste catarinense.

As entidades apoiam toda e qualquer manifestação legítima e pacífica, que tenham como finalidade o bem estar da sociedade em geral. Em um País onde o sistema de transporte de cargas está concentrado nas rodovias, os transportadores merecem atenção efetiva por parte dos governantes e soluções viáveis para os problemas que imperam na sobrevivência do setor. 

Para a CDL, ACIC e Sindilojas as reivindicações são justas e legítimas, desde que promovidas sem abusos e que não prejudiquem o direito de locomoção daqueles que não estejam engajados na causa. 

Ninguém é contra o movimento e sim a favor da democracia e da livre manifestação de maneira organizada e ordeira, sem causar danos à população em geral. Lutar contra os altos preços do combustível, por valores pagos por fretes considerados baixos pela categoria e pela melhoria das estradas é digno, mas é preciso cautela para não desencadear um impacto negativo ainda maior em outros setores da economia brasileira, que dependem direta ou indiretamente dos transportadores. 

Entre as preocupações das entidades representativas dos principais segmentos econômicos da região, os dirigentes demonstram preocupação com o tempo prolongado que a mobilização poderá perdurar, ocasionando o imediato desabastecimento de produtos de primeira necessidade, bem como possíveis prejuízos para o comércio e indústria local.

Diante disso, as entidades entendem que não deve ser imposto limite à livre circulação de mercadorias, principalmente àquelas necessárias ao abastecimento das empresas para atendimento à população em geral. 

As entidades estão a favor do Brasil, por isso, reforçam o compromisso com as empresas e as pessoas de promoverem e apoiarem causas que realmente façam a diferença, solicitando de imediato maior atenção das autoridades competentes, para que possam atender aos anseios da categoria dos transportadores.

Nota OAB:

A Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção de Concória-SC, solidariza-se ao movimento social prospectado pelos transportadores, notadamente por ser justa a reivindicação.

Ademais, a sociedade brasileira imprescinde dos bons frutos dessa hercúlea atividade para o desenvolvimento e crescimento social/ econômico.

De modo que os governantes necessitam observar com a justeza necessária e revisitar conceitos primários a festejar as diretrizes programáticas assentadas na Carta Magna.

Nota dos bancários:

O Sindicato dos Bancários de Concórdia e Região, manifesta nota de  apoio ao movimento de paralisação dos caminhoneiros realizados em todo o país, e que ganhou uma dimensão ainda maior no Oeste Catarinense nesta semana.

A entidade apoia a manifestação pacífica, tendo em vista o impacto direto que vem causando o aumento abusivo do valor dos combustíveis, medida que inviabiliza o transporte de cargas, principal ferramenta para o escoamento da produção agroindustrial da região.

O Sindicato dos Bancários entende que as reivindicações são justas e legítimas em defesa dos trabalhadores e de toda a população que depende destes serviços. 

Nota da Amauc:

A Associação dos Municípios do Alto Uruguai Catarinense – AMAUC, que congrega os municípios de Alto Bela Vista, Arabutã, Concórdia, Ipira, Ipumirim, Irani, Itá, Jaborá, Lindóia do Sul, Peritiba, Piratuba, Presidente Castello Branco, Seara e Xavantina, vem a público manifestar total APOIO ao movimento iniciados pelos caminhoneiros em virtude do aumento abusivo dos combustíveis que está inviabilizando todos os setores que movem a economia brasileira, em especial na região da AMAUC, como o agronegócio, transporte e comércio em geral, afetando diretamente toda a população.

Em respeito à paralização dos caminhoneiros e para evitar colapso nos serviços essenciais, a AMAUC recomenda a todos os municípios filiados a paralização dos serviços que envolvem a utilização de combustível, com exceção aos serviços de saúde. Recomenda, ainda, a busca de apoio junto às entidades representativas do comércio, indústria, prestação de serviços e dos trabalhadores, como forma de fortalecer o movimento e sensibilizar o Governo Federal da gravidade da situação que se apresenta.

A AMAUC, assim como as demais associações e entidades municipalista apela ao Governo Federal a retirada do PIS/COFINS do cálculo do custo final do combustível, e ao Governo Estadual a redução do ICM, que atualmente juntos representam em torno de 29% do preço final do diesel, segundo a ANP – Agência Nacional de Petróleo. 





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