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Ronaldo Coutinho diz que 2019 deverá ser mais chuvoso

Engenheiro Agrônomo fez previsão do tempo para o novo ano.

Por Luan de Bortoli
02/01/2019 às 08h05 | Atualizada em 02/01/2019 - 08h29

O ano de 2018 foi de altos e baixos no que diz respeito ao comportamento climatológico em Concórdia. Janeiro e fevereiro foram chuvosos e quentes. Depois disso, aos poucos a temperatura foi caindo o que fez a região ter um inverno mais frio do que o registrado no ano anterior. A chuva também foi escassa. O ano, de forma geral, foi de pouca precipitação.

Em entrevista especial ao jornalismo da emissora, o engenheiro agrônomo Ronaldo Coutinho do Prado explicou fenômenos que atingiram a região e fizeram de 2018 um ano atípico. Ele também fez uma análise de como o verão está se comportando e como ficará o tempo para o ano de 2019. Confira abaixo alguns destaques da entrevista.

Ano de 2018

“Nós tivemos um verão ameno [no início do ano], chamou a atenção pelas temperaturas agradáveis. Não tivemos onda de calor no verão do ano passado. A chuva também deu momento de mais ou menos chuva. O outono, que ameaçou a começar cedo em março, depois voltou e tivemos abril quente. Voltou deu uma esfriada no inverno, dentro do padrão, mais seco.”

“O que marcou esse ano foi alternância de momentos de muita secura e momentos curtos de muita chuva, que até ameaçou a dar enchente no Vale. Depois da saída do inverno, voltou o frio, que tivemos primavera com frios tardios até novembro. Tivemos temperatura negativa na Serra, vocês tiveram temperaturas baixas, deu geada em Irani e Ponte Seara. Então foi um ano bastante alternado entre altos e baixos. Mas na média geral não fugiu tanto do padrão”.

Fenômeno influenciador

“Na larga escala, foi o La Niña, e também tivemos o atlântico mais frio. Tudo isso acabou contribuindo. Ainda não entramos no El Niño, e pelo visto não tá com a mínima cara que vai entrar. Voltou a ficar com a água um pouco mais fria. Então ele ainda tá meio em dúvida. O comportamento da atmosfera é neutro, e o neutro é ruim, porque ele não é patrão. Você pode ter excesso de chuva ou excesso de calor”.

Verão e Janeiro de 2019

“O verão em si está indicando para um comportamento mais próximo do normal. Com alternância de momentos de calor mais forte, que pode durar até sete ou dez dias, intercalado com dias de temperaturas amenas. Nós tivemos aquele frio no começo do verão, em dezembro. Depois deu aquela esquentada, e deu essa esfriada na época do natal. E agora tá voltando a esquentar. E já há sinalização que pode voltar a esfriar. Então essa alternância pode continuar”.

“E a chuva também, como ainda etá numa situação neutra, pode ter essas duas situações. No momento vamos ter um período de chuva quase diária, mas distribuída, aquela pancada forte no vizinho e pouca no seu terreno. E há uma chance de algum período de pouca chuva entre os meados de janeiro ou fevereiro. A chuva será normal para cima”.

Previsão para o frio

“Como ainda não está indicando nenhum comportamento da La Niña, é provável que fique mais ou menos dentro do padrão dele, podendo ter uma oscilação, entre março e abril, de calor e frio. Mas nada indica agora que ele vá chegar mais cedo”.

Inverno

“Tá muito longe ainda, mas pela tendência que está se projetando, por enquanto, de normal para um pouco quente. Mas mais próximo do normal”.

Chuva no primeiro semestre de 2019

“Na quantidade, é provável que supere bem o do ano passado. O que não dá para garantir é regularidade da chuva. Tu pode ter, vamos dizer que o primeiro semestre o normal é 500 milímetros, tu pode ter 200, e não ter problema se chover a cada cinco ou seis dias. Ou tu pode ter 800, e ter ceca. Então, o que importa não é apenas o volume de chuva e sim como ela vem. Há um certo indicativo de que seja um pouco irregular. Descartar totalmente período de estiagem, não dá”.

Orientação a agricultores

“Agora não tem mais [o que ser feito] porque já foi plantada a safra. Agora tem que realmente torcer. O certo sempre é nunca concentrar a produção um ponto só. Então, pelo menos se não der três épocas de plantio, pelo menos duas. Não plantar tudo de uma vez. E procurar mudar um pouco da época, de repente planta em duas épocas. Vamos dizer, planta uma parte da lavoura de milho no final de agosto e outra delas no final de setembro, uma delas pelo menos vai bem”.

“E outar coisa, procure fazer bem uma safra. E não ficar de olho na segunda safra, e no final não faz nenhuma das duas boas. E respeitar o zoneamento. Muita soja do Paraná que sofreu problemas, foi o quê? O pessoal plantou mais cedo, já visando a safrinha de milho. Aí vão culpar a mudança climática, o agrônomo, quando na realidade não houve respeito ao zoneamento”.






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