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Embrapa terá programa de demissão voluntária
31% dos funcionários tem direito à medida.


Por Luan de Bortoli
04/02/2019 - 07h
- Atualizada em 04/02/2019 - 07:42



A Embrapa, estatal vinculada ao Ministério da Agricultura, terá um programa de demissão voluntária que poderá contemplar quase um terço do quadro de funcionários. O anúncio foi feito na última quarta-feira, dia 30, pelo presidente da estatal, Sebastião Barbosa, em videoconferência com as unidades regionais, apurou a reportagem do jornal Valor Econômico.

O Plano de Desligamento Incentivado (PDI) ainda precisa ser aprovado pelo conselho de administração da Embrapa, o que deverá ocorrer sem maiores dificuldades, de acordo com fontes. A medida faz parte estratégia de reestruturação da estatal, iniciado na gestão do presidente anterior, Maurício Lopes.

De acordo com estudos da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério da Economia, cerca de 3 mil servidores da Embrapa teriam condições de aderir ao PDI, o que representa 31% do quadro de 9,5 mil funcionários da estatal. No último PDI, realizado pela Embrapa há dez anos, 1.339 empregados da empresa aderiram.

Após a realização do programa de demissão voluntária, a Embrapa poderá repor até 75% das vagas. As reposições, no entanto, dependem de aprovação de concurso público.

Para se aderir ao PDI, o servidor precisa ter 58 anos e pelo menos 20 anos de trabalho na Embrapa. A proposta estabelece que todos os desligamentos deverão ocorrer até 31 de dezembro de 2019, na modalidade de demissão em comum.

As regras preveem o pagamento de 20% dos valores depositados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e 50% do aviso prévio indenizado. Pelos termos do PDI, a Embrapa poderá pagar até R$ 350 mil por empregado.

Fonte: Valor Econômico




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