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SAÚDE

HSF realiza 1ª captação de coração para transplante
Vítima foi rapaz que morreu após acidente de moto no fim de semana.


Por Luan de Bortoli
Em 05/02/2019 - 16h40 - Atualizada em 06/02/2019 - 13:07



Pela primeira vez na história, o Hospital São Francisco realizou, com apoio de uma equipe de São Paulo, a captação de um coração que será transplantado naquele estado. O procedimento ocorreu na tarde desta terça-feira, dia 05, entre 13 horas e 16 horas, com auxílio dos profissionais do Instituto do Coração. Anteriormente, o HSF apenas havia feito captação de coração para doação das válvulas do órgão.

O paciente doador foi Ricardo Bellan, que teve morte cerebral diagnosticada na noite da última segunda-feira, dia 04. Ele se envolveu em grave acidente na noite do último sábado, dia 02, no Contorno Norte. Além do coração, foram captados rins, pâncreas e fígado. Estes últimos foram coletados pela equipe da SC Transplantes e levados para Blumenau e Florianópolis.

Este foi o primeiro procedimento deste tipo na unidade hospitalar de Concórdia desde 2007, ano em que o Hospital São Francisco foi credenciado para coletar órgãos. Desde lá, até agora, já foram 49 captações. A 49ª, que ocorreu nesta terça, foi também a primeira realizada em 2019. Para doação é preciso que o paciente tenha morte cerebral. 

O médico responsável foi Ronaldo Honorato da Silva, que explicou como foi o procedimento. “O transplante foi bom, o doador se encontrava em boas condições. O coração será levado para São Paulo, para um transplante que está na fila há alguns meses. A logística começou às 07 horas da manhã, quando conseguimos um avião. Temos aeroporto na cidade, uma estrutura muito boa aqui. Temos quatro horas a partir de agora para implantar no peito do receptor”.

Alguns parâmetros são necessários para que o transplante ocorra, como tamanho da caixa torácica, por exemplo. Mas, conforme o médico, o principal é que a família autorize o procedimento para que uma vida seja salva. “Os parâmetros são técnicos, mas as equipes sabem fazer isso muito bem. A grande dificuldade que temos é a aceitação da família por parte da doação. Por isso é importante dizer que mesmo estruturas que não têm transplantes pode ser fornecedoras de órgãos para que a gente possa fazer que o sistema nacional de transplantes, que é gratuito, possa atender a todas as pessoas”.






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