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AGRICULTURA

China vai importar gordura suína do Brasil e beneficia SC
Suinocultura vive boa fase também com novo aumento no preço do quilo pago ao produtor.


Por Luan de Bortoli
Em 07/05/2019 - 06h40 - Atualizada em 07/05/2019 - 08:06



O governo chinês autorizou a exportação de gordura comestível de carne de porco do Brasil, informou no último domingo (05) o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), em sua conta no Twitter. Bolsonaro acrescentou que, segundo a entidade, o subproduto tem valor de mercado superior ao das carnes tradicionais.  A medida atende a um pedido feito pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio de Lorenzi, explica que este anúncio também deve impactar na habilitação de novos frigoríficos e beneficiar Santa Catarina. “É o que a gente espera. Porque, Santa Catarina, pelo status diferenciado, está exportando 60% da produção brasileira. Isso mostra que faz a diferença e cada vez mais temos que manter a sanidade no rebanho, para atingir novos mercados. E com certeza, outras plantas serão habilitadas para que a gente possa aumentar o volume de exportação para aquele mercado”.

Uma outra boa notícia para o setor é que na semana passada houve um novo aumento de dez centavos no preço do suíno pago ao produtor. O valor pode ter um novo reajuste nos próximos dias, conforme o presidente. “Era o que a gente já esperava, porque, no mercado independente, já estava batendo no R$ 400, o quilo. Na indústria, ainda um preço muito baixo, de R$ 3,40. Acreditamos que nos próximos dias teremos novos aumentos, porque a procura por animal está grande”.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com o surto de peste suína africana atacando os rebanhos chineses, o Brasil quer ampliar o fornecimento de carnes para a China, que é a maior produtora e consumidora da proteína suína no mundo.

O ministério estima que o país asiático perdeu cerca de 30% de rebanho de suínos em decorrência da doença. A partir desta segunda-feira (06), a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, junto com comitiva, inicia viagem de 16 dias por quatro países do continente asiático – Japão, China, Vietnã e Indonésia.

Segundo o ministério, o Brasil tem 79 plantas de frigoríficos com possibilidade de serem habilitadas para exportar para a China. Em visita no ano passado, técnicos chineses vistoriaram 11 frigoríficos. Desses, um foi reprovado e dez tiveram de fornecer informações adicionais. Agora, os chineses solicitaram ao Brasil a lista dos estabelecimentos autorizados a vender para a União Europeia, que totalizam 33.

Além dessa lista, a comitiva brasileira levará dados sobre estabelecimentos inspecionados, mas que não são habilitados para a União Europeia; lista de produtores de suínos habilitados para outros mercados exigentes como Estados Unidos e Japão e produtores de bovinos, aves e asininos habilitados para outros mercados exigentes com exceção da União Europeia.

Durante a viagem à Ásia, a ministra vai discutir também com as autoridades japonesas a abertura de mercado para material genético, abacate, estabilizantes, extrato de carne e carnes bovinas. Na China, também haverá debate sobre exportação de produtos de organismos geneticamente modificados, suco de laranja, novas tecnologias, melão, status sanitário de produtos brasileiros e empresas de lácteos.




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