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Inaraí recebe alta e aguarda para voltar a Concórdia

Ela deve embarcar na sexta e chegar no domingo.

Por Luan de Bortoli
08/05/2019 às 06h49 | Atualizada em 08/05/2019 - 20h22

Longe de acabar por completo, a primeira e principal etapa do tratamento de Inaraí França contra a doença de Lyme chegou ao fim. Nesta terça-feira, dia 07, ela recebeu alta da clínica em que ficou internada por quase um mês. A concordiense deu entrada na instituição de saúde no dia 14 de abril e na manhã de ontem teve autorização para voltar ao hotel na cidade alemã de Bad Aibling.

Conforme a mãe de Inaraí, Loresnei França, disse à nossa reportagem, as duas ficam até sexta-feira, dia 10, no hotel, para então pegar o avião e voltar ao Brasil. A chegada a Concórdia está agendada para o domingo, dia, 13. Neste período, elas vão esperar parte da medicação necessária para o restante do tratamento, que vai continuar ao longo do ano em casa, ficar pronta.

Nas três semanas em que esteve na Europa, Inaraí foi submetida a tratamentos bastante intensos para combater a doença de Lyme, que a atinge desde criança. Entre eles, os principais foram a Hipotermina de Corpo Inteiro e a Plasmaferese, um procedimento parecido com a hemodiálise. De acordo com Loresnei, o tratamento exigia bastante do organismo de Inaraí e a deixava bastante esgotada.

Agora, já com a alta hospitalar, Loresnei conta que a filha está se sentimento melhor em relação às dores causadas pela doença. No entanto, ela segue bastante fraca e com grande fadiga. No entanto, conforme os médicos, esses sintomas são naturais dos procedimentos e vão acompanhá-la por mais algum tempo, durante a continuidade do tratamento em casa.

O tratamento custou mais de R$ 145 mil. Além da ajuda da população, que Loresnei faz questão de agradecer, a família buscou outras economias pessoais para pagar os gastos. Na conversa com a reportagem, Loresnei se mostrou aliviada e feliz com mais uma etapa superada. “Eu acredito que esse tratamento vai ser muito eficaz. Chego nem acreditar que já acabou o tratamento. Era um sonho vir aqui, e agora já acabou. E a gente conseguiu pagar tudo com a ajuda do povo. Em apertei para comprar a medicação, mas daí usei o dinheiro que tinha em casa para a recuperação”.

A concordiense convive com a doença há 17 anos. Até conseguir ter o diagnóstico da doença, a jovem passou por cerca de 22 médicos e diversos tratamentos que tentaram identificar o que causava uma série de dores e mal-estar. Por conta da demora no diagnóstico, ela já está na terceira fase da doença, que é a neurológica, com bactéria alojada no cérebro. Todos os métodos de tratamento existentes no Brasil já foram tentados por ela. 





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