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Demora dos serviços do IML de Concórdia repercute novamente na Câmara de Vereadores

Familiares de Homem, que faleceu de parada cardiorrespiratória tiveram que esperar 16 horas para a liberação do corpo.

Por Ederson Vilas Boas
13/05/2019 às 07h30

O pedido já é antigo, mas parece se tornar mais urgente com o passar do tempo. A demora do atendimento a uma família nesta semana no Instituto Médico Legal (IML) de Concórdia – onde o corpo de um homem demorou mais de 16 horas para ser liberado – causou revolta na comunidade e também repercutiu na Câmara de Vereadores em sessão nesta quinta-feira (9).

O vereador Mauro Fretta (PSB) é vizinho da família que passou pelo transtorno no momento difícil e diz ter acompanhado o desenrolar da situação. Ele relata que já fez diversos pedidos, assim como outros legisladores, para que o IML de Concórdia receba mais atenção do Estado, responsável pela estrutura. “Um colega nosso de infância faleceu e o corpo demorou 16 horas para ser liberado. Isso chega a ser lastimável e um descaso com o povo de Concórdia”, frisa.

Fretta comenta que os servidores trabalham em regime de plantão quase sempre é uma pessoa só para fazer o recolhimento do corpo. “Muitas vezes quem está por perto ajuda a carregar o corpo para poder dar o encaminhamento”, diz. “A situação é precária, falta manutenção. Acho que Concórdia, por ser a maior cidade da região, merece um olhar para essa questão. Fico chateado porque não temos o que falar para uma família que fica com um ente querido dentro do carro do IML por 16 horas”.

A vereadora Margarete Poletto Dalla Costa (PT) também se manifestou sobre a questão do IML. “Infelizmente a demora foi muito grande. Passamos pelo local, havia um tumulto de gente, de familiares esperando a liberação, indignadas com a situação. Isso era 14h e a encomendação seria às 16h. Então todos estavam muito nervosos e indignados”, relata, completando: “Cabe sim fazermos um requerimento ao Estado, pedindo mais agilidade para esse tipo de serviço, para dar mais conforto em horas tão difíceis”.

CONVOCAÇÃO SERIA POSSÍVEL

Advogado por formação, o vereador Fabiano Caitano (PSDB) contestou informações do Estado de que a convocação de servidores para atuar no IML seria inviável neste momento por conta do limite prudencial na folha de pagamento. “Já encaminhamos requerimentos solicitando o suprimento da falta. A resposta foi que o Estado este no limite prudencial da folha e por isso não poderia fazer a convocação dos servidores aprovados em concurso público. O que não é verdade”.

Caitano explica que, conforme a Constituição Federal, mesmo estando neste limite é possível fazer a convocação quando se tratar de segurança pública, que seria o caso do IML. “Para mim, não tem outra explicação a não ser má vontade. Concórdia é esquecida, mas as cobranças são sempre válidas para tentar solucionar este problema”.

REGIÃO ESQUECIDA

O vereador Anderson Guzzatto salientou que a região de Concórdia estaria esquecida pelo Governo do Estado, com assuntos que são discutidos há anos. “Não falo só do atual governador, mas também daqueles que o antecederam. É difícil entender o que eles têm com Concórdia. Saíram algumas obras, mas tendo em vista aquilo que o nosso município representa à economia, tantas outras coisas são necessárias”.

SITUAÇÃO REVOLTANTE

Evandro Pegoraro (PT) também se manifestou sobre o episódio ocorrido no IML. “As pessoas nos pararam na rua. Na minha vida, acho que vi poucas cenas como essa. O desespero da família, a viúva na calçada sentada em uma cadeira. É deplorável, uma vergonha. Qualquer um chora e fica indignado”.

Fonte: Daisy Trombetta





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