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De volta a Concórdia, Inaraí precisou ser internada

Ela contraiu uma virose durante a viagem, mas já está em casa.

Por Luan de Bortoli
15/05/2019 às 06h54 | Atualizada em 15/05/2019 - 13h39

A jovem Inaraí França, de 26 anos, já está de volta a Concórdia e inicia agora uma nova etapa do tratamento contra a doença de Lyme, que a atinge desde a infância, e podia até levá-la à morte. Ela passou quase um mês em uma clínica na cidade de Bad Aibling, na Alemanha, tratando do problema. Inaraí chegou ao município no último domingo, dia 12, mas levou um susto. 

Conforme a mãe dela, Loresnei França, a filha precisou ficar internada no Hospital São Francisco por conta de uma virose que ela pegou nos aeroportos durante a viagem de volta da Europa para o Brasil. Um dia depois, na segunda-feira, dia 13, ela recebeu alta e agora já está em casa, onde dá continuidade ao tratamento com uma série de medicamentos adquiridos na Alemanha.

Inaraí vai precisar de cuidados especiais a partir de agora. Os procedimentos feitos na clínica europeia, somado ao tempo em que ela sofre com a doença, afetaram bastante o organismo dela. O tratamento foi bastante intenso, muitas vezes com os mesmos impactos de quem trata contra o câncer. Diante disso, os primeiros meses serão de ainda mais cuidados e repouso.

Ela está impossibilitada de receber visitas, conforme conta Loresnei. Inicialmente, Inaraí deve evitar qualquer tipo de esforço e entrar em contato com possíveis vírus, como ocorreu na viagem de volta a Concórdia. Aos poucos ela poderá retomar à vida normal, mas isso será possível aos diversos remédios, adquiridos somente na Alemanha.

Tratar a doença foi possível após uma série de campanhas realizadas por ela, pela família e por amigos desde o início do ano. Várias ações foram realizadas e a comunidade concordiense a ajudou. No entanto, os gastos continuam. Por isso, os amigos seguem organizando algumas campanhas para continuar arrecadando recursos. As informações podem ser vistas na página Pela Vida de Nara.

A concordiense convive com a doença há 17 anos. Até conseguir ter o diagnóstico da doença, a jovem passou por cerca de 22 médicos e diversos tratamentos que tentaram identificar o que causava uma série de dores e mal-estar. Por conta da demora no diagnóstico, ela já está na terceira fase da doença, que é a neurológica, com bactéria alojada no cérebro. Todos os métodos de tratamento existentes no Brasil já foram tentados por ela. 





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