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Polícia chilena apura se houve negligência em atendimento à família de brasileiros mortos
Familiares farão reconhecimento dos corpos.


Por Luan de Bortoli
Em 25/05/2019 - 07h36


Família morreu em apartamento em Santiago, no Chile — Foto: Noemi Fortunato Nascimento/Arquivo Pessoal

A polícia chilena apura se houve negligência no atendimento à família brasileira encontrada morta nesta semana naquele país. Nesta sexta-feira (24), os Carabineiros do Chile, que equivalem à Polícia Militar, admitiram que houve demora para socorrer as vítimas e abriram uma investigação interna para apurar se houve negligência de um subtenente.

O advogado da família, Mirivaldo Aquino de Campos, disse nesta sexta que três parentes viajam para Santiago na segunda (27) para fazer o reconhecimento dos corpos. Isso ficou acertado após uma videoconferência com representantes do consulado brasileiro no Chile.

Bombeiros chilenos suspeitam que um vazamento de monóxido de carbono tenha provocado intoxicação nos brasileiros, causando as mortes. O ocorrido está gerando discussões sobre os responsáveis da tragédia.

Investigação

Por volta das 13h, horário local, Fabiano de Souza, uma das vítimas, telefonou para os Carabineiros informando que todos estavam passando muito mal e pediu por ajuda. O subtenente foi fazer o atendimento, mas não encontrou o endereço.

Cerca de quatro horas depois, o cônsul-adjunto do Brasil fez contato com os Carabineiros e desta vez eles foram até o local. Porém, a família já estava morta. Eles chegaram por volta das 17h ao apartamento. A porteira do prédio, Maria Luiza, confirmou a informação.

Todas as informações da investigação dos Carabineiros serão disponibilizadas para o Ministério Público chileno.

Liberação dos corpos

Na segunda, serão feitos os últimos exames nos corpos para que sejam liberados para o reconhecimento na terça (28). O advogado também disse que a partir daí começam os trâmites junto aos governos chileno e brasileiro para o traslado e as preparações na funerária. Esses procedimentos devem levar de cinco a sete dias, ainda segundo o advogado.

Portanto, os corpos devem chegar em uma semana ao Brasil. O traslado será pago pela empresa Airbnb, que alugou o apartamento para a família e que também presta assistência aos responsáveis por oferecer o local — a identidade do locador não foi revelada.

A família havia informado que pretende fazer velório coletivo em Biguaçu, na Grande Florianópolis.

Vistoria

O apartamento alugado pela família de seis brasileiros no Chile estava sem vistoria há 15 anos, segundo reportagem da NSC TV sobre as primeiras avaliações realizadas pelas autoridades, em Santiago.

Conforme os moradores do prédio, a construção tem mais de 50 anos. O encanamento de gás natural do edifício foi feito anos atrás, mas o apartamento não recebeu essa estrutura.

Funcionários do Serviço de Eletricidade e Combustível (SEC), órgão estatal chileno responsável por avaliar as condições das edificações, atribuem selos de certificação nas cores verde, bege e vermelho, de acordo com o funcionamento hidráulico, elétrico e de gás.

De acordo com o SEC, o imóvel tinha selo vermelho e, por isso, não estava em condições adequadas para ser alugado.

Vítimas

Um casal e os dois filhos adolescentes moravam no Balneário de São Miguel, em Biguaçu, na Grande Florianópolis. O segundo casal, formado pelo irmão e a cunhada da mãe da primeira família, residia em Hortolândia, no interior de São Paulo, desde 2016.

Fabiano de Souza, 41 anos (pai dos adolescentes e marido de Débora. Trabalhava como pedreiro e pescador);

Débora Muniz Nascimento de Souza, 38 anos (mãe dos adolescentes e mulher de Fabiano. Trabalhava como coordenadora pedagógica em uma creche no bairro Estreito, em Florianópolis);

Karoliny Nascimento de Souza, 14 anos (filha de Fabiano e Débora. Completaria 15 anos nesta semana e estudava no 1º ano do Ensino Médio, em Florianópolis);

Felipe Nascimento de Souza, 13 anos (filho de Fabiano e Débora. Estudava no 9º ano do ensino fundamental, em Biguaçu);

Jonathas Nascimento, 30 anos (catarinense, irmão de Débora e marido de Adriane, que residia em Hortolândia. Era chefe do Departamento Pessoal do Instituto Adventista de Tecnologia e estava de férias);

Adriane Kruger (goiana, mulher de Jonathas e morava em Hortolândia. Era formada em engenharia civil).

A família estava em Santiago para comemorar o aniversário de Karoliny Nascimento de Souza, que completaria 15 anos nesta sexta. Uma das vítimas também estava de férias.

Fonte: G1 SC




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