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Inaraí se recupera de cirurgia para retirada de vesícula

Jovem continua recuperação contra doença de Lyme.

Por Luan de Bortoli
25/06/2019 às 06h41 | Atualizada em 26/06/2019 - 07h39

A concordiense Inaraí França, de 26 anos, passou, na última semana, por um desafio, que foi uma cirurgia para a retirada da vesícula biliar. Isso se deu em decorrência de um quadro de pedras na vesícula que ela teve em maio, após passar por tratamento na Europa. Inaraí precisou ficar internada no Hospital São Francisco por conta da crise. O procedimento ocorreu na última quinta-feira, dia, 20.

A cirurgia, chamada de videocolecistectomia, foi feita pelo dr. Gean Carlos de Oliveira, com a utilização de um método menos invasivo que pudesse prejudicar o tratamento de Inaraí. Após alguns dias em repouso, ela já está em casa. A recuperação é considerada bastante positiva, principalmente pela forma que a cirurgia foi feita, sem exigir muito do organismo dela. Ela se mostrou surpreendida.

Este procedimento, no entanto, acabou tendo reflexos no tratamento contra a doença de Lyme. Isso porque, conforme Inaraí, ela precisou deixar de tomar alguns dos vários medicamentos que ingere diariamente para não afetar o processo cirúrgico, uma recomendação médica inclusive com apoio da equipe da Alemanha. Agora, no entanto, ela já voltou a receber a medicação corretamente.

A boa notícia, apesar das intercorrências pós-tratamento, que envolveram também uma virose, é que as dores, principal característica da doença, já estão diminuindo aos poucos. A melhora é gradativa e vai levar alguns anos. Em abril ela ficou na Alemanha, onde foi submetida a vários procedimentos intensos. No Brasil, a continuidade é através de medicamentos comprados na Europa. Ela deverá ficar por cerca de um ano sendo medicada.

Aos poucos ela poderá retomar à vida normal, mas isso será possível aos diversos remédios, adquiridos na Alemanha. Tratar a doença foi possível após uma série de campanhas realizadas por ela, pela família e por amigos desde o início do ano. Várias ações foram realizadas e a comunidade concordiense a ajudou. 

A jovem convive com a doença há 17 anos. Até conseguir ter o diagnóstico da doença, a jovem passou por cerca de 22 médicos e diversos tratamentos que tentaram identificar o que causava uma série de dores e mal-estar. Por conta da demora no diagnóstico, ela já está na terceira fase da doença, que é a neurológica, com bactéria alojada no cérebro. Todos os métodos de tratamento existentes no Brasil já foram tentados por ela. 





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