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"Só pensava na minha família", diz concordiense
Dilvo Felipe Molossi Filho ficou com o braço engessado após o acidente


Por Ederson Vilas Boas
Em 15/07/2019 - 06h49




Era madrugada de domingo (14) e quase todos os jogadores, comissão técnica e dirigentes do Passo Fundo Futsal dormiam quando subitamente sentiram o ônibus em que viajavam após uma partida em Uruguaiana caindo de uma ribanceira. Um dos poucos acordados, Dilvo Felipe Molossi Filho assistia a um filme e foi arremessado para o alto. Com o impacto, sentiu o braço esquerdo partir.

Em seguida, o ônibus tombou para o lado e foi sendo arrastado mato adentro. Molossi relata que os passageiros entraram em desespero, inclusive ele.

– Só pensava na minha família: na minha esposa e nos meus dois filhos – conta o atleta, pai de um menino de 1 ano e quatro meses e de uma menina de 10 anos.

Quando o ônibus finalmente parou, perceberam um dos passageiros, o ala Pablo Yago Radaeli, 22 anos, não havia sobrevivido. Radaeli estava sentado no banco da janela, do lado do ônibus que tocou o solo e que teve janelas quebradas.

Levado para o hospital, o Molossi teve o braço engessado antes de ser liberado. Ele só avisou a família sobre sua situação após receber atendimento, após as 6h. Primeiro avisou a esposa por WhatsApp. Preocupada, ela pediu para vê-lo em vídeo: 

– Ela chorou muito quando me viu.

O capitão deve passar por uma cirurgia, o que deve acelerar o retorno às quadras.

Fonte: Isadora Neumann / Agencia RBS




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