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Protesto contra bloqueios na educação em Concórdia

Alunos irão protestar contra bloqueios do governo federal.

Por Luan de Bortoli
13/08/2019 às 06h40 | Atualizada em 13/08/2019 - 08h17

Os contingenciamentos nos recursos ligados à educação brasileira seguem motivando protestos país afora. Desta vez, uma nova mobilização vai ocorrer. Ela está marcada para esta terça-feira, dia 13, em diversos estados do país. Em Concórdia, também deverá haver focos de manifestações, principalmente por conta dos bloqueios mais recentes ligados à educação básica, anunciado na última semana.

Conforme informações, em Concórdia o protesto está agendado para o período da tarde, no centro do município, envolvendo alunos de escolas e instituições de ensino superior. A mobilização será por volta das 16 horas, na Praça Dogello Goss. Alunos de escolas como Olavo Cecco Rigon e Vidal Ramos Jr. além do Instituto Federal Catarinense (IFC) de Concórdia deverão participar. A organização é feita pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE).

Mas esta não será a única manifestação. Trabalhadores de Concórdia também devem participar do protesto, mas não no município. Eles devem se juntar a outro grupo em Chapecó, onde deve ocorrer um ato maior durante toda a terça, para dar apoio aos estudantes. A mobilização é organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

O que motivou este protesto mais recente foi o contingenciamento de R$ 348 milhões. O Ministério da Educação bloqueou o recurso que deveria ser aplicado na produção, aquisição, distribuição de livros e de materiais didáticos e pedagógicos da Educação Básica, área considerada prioritária pelo ministro Abraham Weintraub. O bloqueio ocorre para atender ao novo contingenciamento de R$ 1,44 bilhão, anunciado pelo governo federal em julho.

No fim do mês de abril, o governo federal já havia bloqueado 30% dos recursos destinados às universidades públicas federais e institutos. O IFC de Concórdia foi atingido. Teve R$ 2,8 milhões bloqueados. Na época, o diretor do instituto, Nelson Golinski, disse que mais de 1500 alunos foram afetados, e a instituição corre o risco de não chegar ao fim do ano letivo, podendo ter as atividades suspensas.






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