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Concórdia

​UPA não vai abrir e vereadores divergem sobre destino da estrutura

Secretário de Saúde de Concórdia falou sobre destinação do imóvel

Por Ederson Vilas Boas
09/10/2019 às 09h48 | Atualizada em 10/10/2019 - 10h46


A participação do secretário de Saúde de Concórdia, Sidnei Schmidt, na sessão da Câmara deu o tom ao debate predominante do encontro nesta terça-feira (8). Convidado pela Comissão de Saúde, ele deu explicações sobre o destino do prédio da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que não deverá funcionar. A polêmica rendeu um embate de opiniões entre situação e oposição.

Schmidt explicou que o imóvel construído para a UPA deverá abrigar uma Estratégia Saúde da Família e também a Unidade Básica de Saúde, que hoje funciona no Centro da cidade. E explicou ainda que a atual administração negocia com o Governo Federal para que possa fazer o direcionamento, que obrigatoriamente tem de ser à área da saúde.
O vereador Edno Gonçalves (PDT) disse ter visitado recentemente a UPA e percebeu a depreciação pelo tempo.

“Esperamos que realmente logo venha a ser inserida alguma atividade naquele prédio. Não sei qual será a análise da sociedade com relação aos órgãos que vão pra lá”, frisa. “Infelizmente, R$ 782 mil foram devolvidos pela não abertura da UPA. Em torno de 85% dos atendimentos do Hospital São Francisco é atendimento de UPA e quem precisa de atendimento sabe como é difícil. Isso é uma decisão tomada pelo governo Pacheco, que tanto defendeu a abertura da unidade”.

Líder do governo

Fabiano Caitano (PSDB) relembrou ações da administração anterior sobre a UPA, quando inclusive foi direcionada a terceirização da unidade. “Não abriram. E o pior: um espaço pronto, que não era utilizado, mas que tinha um funcionário nomeado e pagamentos de faturas de luz naquele local”, afirma. “Um prédio que não atendeu ninguém e pagávamos R$ 3 mil por mês de fatura de luz. Foram comprados materiais, com gasto de R$ 115 mil em equipamentos para algo que não tinha previsão de abertura”.

Oposição fala em “sepultamento da UPA”

Evandro Pegoraro (PT) defendeu que a UPA seria aberta. “Tanto é que o edital estava lançado. Os caminhos estavam planejados para isso. Ficou um tempo fechada para que pudéssemos levantar, contratamos uma pessoa para os estudos. O vereador que aqui estava se intitulava pai da UPA e hoje é prefeito”, diz. “Eu queria ver aqui passos para a abertura da UPA e não para o fechamento. Foi trabalhado somente para justificar e não o esforço para a abertura, pois quem perde com isso é o povo”.

O vereador André Rizelo (PT) salientou que o esforço para melhorar as condições de saúde é comum e constante. Além disso, relembrou discursos da época de campanha, onde o atual prefeito Rogério Pacheco falava sobre a abertura da UPA. “Ela também foi promessa de campanha da atual administração. Então vou comprovar aqui nessa tribuna, que não foi cumprido”, garante.

Guzzatto quer novas discussões

Anderson Guzzatto (PL) ocupou a tribuna para salientar que é necessário seguir em frente. “Isso virou um desgaste político. A UPA é algo bom e ninguém nunca desejou que ela não abrisse. Existe uma questão de viabilidade. Há tantas outras coisas para discutirmos aqui. Não temos UTI móvel em Concórdia, dependemos de Joaçaba”, diz, completando: “A UPA não vai abrir. Entendo a cautela em relação a uma estrutura daquelas. Para mim, o assunto deveria ser encerrado”.

Fonte: Daisy Trombetta





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