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Justiça

Autor de homicídio em Irani é condenado a 19 anos e 4 meses de prisão

Enquadrado em homicídio duplamente qualificado e falsidade ideológica num crime passional.

Por Marcos Feijó
30/10/2019 às 07h40 | Atualizada em 31/10/2019 - 08h55


Leomar de Mattos, 40 anos de idade, foi réu em júri popular nesta quarta-feira (30) no Fórum de Concórdia. Ele estava denunciado em homicídio duplamente qualificado (motivo torpe/vingança e mediante dissimulação) e falsidade ideológica. Leomar foi confesso, durante o processo,  do assassinato de Amarildo Dal Puppo, 39 anos de idade, crime que ocorreu no interior de Irani no dia 10 de novembro do ano passado. 

Amarildo foi encontrado baleado e morto dentro de seu carro na estrada geral de Linha Pingador. Consta, nos autos, que Leomar, elaborou plano de execução motivado por suposto relacionamento extraconjugal entre a esposa e Amarildo. Para atrair a vítima até este lugar sem movimento, usou aplicativo de bate papo com o perfil “Juu” como se fosse uma outra mulher.  Lá foram efetuados quatro tiros  e um deles acertou o coração. 

No dia 8 de dezembro Leomar de Mattos foi preso em Irani e conduzido ao Presídio Regional de Concórdia. Sua defesa, naquela oportunidade, tentou Habeas Corpus alegando que o cliente possuía ocupação lícita, residência fixa, é primário e outras justificativas. O desembargador Ernani Guetten de Almeida não concedeu justificando, entre outras coisas, que o réu fez ameaças durante o processo e por isso havia periculosidade.

Presidiu esse Tribunal do Júri o juiz Ildo Fabris Júnior. Na acusação trabalhou o promotor Luis Otávio Tonial. Na defesa de Leomar de Mattos esteve o advogado Jivago Ulguim, que nesta semana em entrevista à Rural/96 disse que seu cliente cometeu um “ato isolado” e reiterou que o mesmo é primário. Na bancada de juradosforam quatro homens e três mulheres.

A sessão começou às 9 horas e terminou as 14h45.  Durante  julgamento, Leomar disse, perante ao juiz, que não matou Amarildo. O depoimento surpreendeu pois ele foi confesso durante todo o processo até este momento. Leomar não respondeu peguntas do promotor, que disse estar provado que ele foi o autor.

 Leomar foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão por tentativa duplamente qualificada e falsidade ideológica. Ele volta ao presídio Regional de Concórdia, mas, como condenado, deverá ser transferido para uma penitenciária. 






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