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Concórdia

Dificuldade para realizar o traslado de vítimas de tragédia para Concórdia

Uma das hipóteses para o acidente é que o motorista pode ter dormido ao volante.

Por Luan de Bortoli
10/12/2019 às 14h40 | Atualizada em 11/12/2019 - 05h57


Está havendo dificuldades para realizar o traslado das quatro vítimas do trágico acidente de trânsito envolvendo carro com placas de Itá, onde havia cinco ocupantes, todos haitianos. Quatro pessoas morreram instantaneamente. Os corpos seguem em Chapecó, revelou o presidente da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) Niara, Ari Barreiros da Silva.

A dificuldade é por conta dos recursos financeiros. Conforme ele, a responsabilidade pelo traslado é apenas da família dos envolvidos. Houve um contato com a consulado do Haiti, que apenas irá informar os parentes. O poder público de Concórdia também foi contatado, mas não tem autorização para realizar a operação. Os corpos estão sendo reconhecidos no Instituto Médico Legal.

"Tivemos um contato com o consulado do Haiti, em Brasília, que assume a responsabilidade de contatar as famílias, mas não assume as despesas. Entramos também em contato com a Secretaria de Ação Social, mas ele não veem, dentro do princípio da legalidade, como podem repassar recursos sendo que eles não são considerados brasileiros. Entrei em contato com igrejas, também. As famílias que tiverem recursos certamente vão efetuar o funeral", explicou.

O Golf com placas de Itá saiu da pista após uma curva e caiu em uma ribanceira de pelo menos 37 metros de altura. O carro só parou quando colidiu em uma árvore. O acidente foi por volta das 7h no km 587,7 da BR-282. A quinta pessoa no veículo, um adolescente de 16 anos, segue internado em estado grave.

"A causa provável está em levantamento, mas pelos vestígios, provavelmente deve ter dormido", informou o policial rodoviário Paulo Márcio ao portal G1. De acordo com a PRF, um relatório deve ficar pronto em cinco dias e apontar a causa do acidente. A equipe do IGP também esteve no local.





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