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Agropecuária

Presidente da ACCS faz avaliação e comemora o bom ano para o setor

Produção de carne suína deve bater recorde com 4,1 toneladas.

Por Luan de Bortoli
30/12/2019 às 06h31 | Atualizada em 30/12/2019 - 08h39


Para a suinocultura, o ano de 2019 foi de contrastes, mas com um saldo bastante positivo. O setor começou ruim, com prejuízo e valores ruins pagos aos produtores na avaliação da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), mas termina com uma melhora significativa. A média do custo de produção ao longo do ano foi de R$ 3,85, sendo que o produtor independente recebeu uma média de R$ 4,35, e para o integrado, R$ 3,49. 

Conforme o presidente da ACCS, Losivânio de Lorenzi, esse valor final é bom para o setor, mas ainda depende da estabilidade dos preços a longo prazo. “Esses valores são bons se eles se manterem. Mas há sempre dificuldade de mercado, onde o custo de produção tem aumentado muito, onde vimos o farelo de soja batendo R$ 1350 por tonelada, e uma saca de milho passando de R$ 50. Isso mostra uma tendência de mercado, devido a previsões de safra que não estão dentro do que era esperado”.

Lorenzi destaca ainda a demora para se ter um avanço nas tratativas a respeito da rota do milho, que vai influenciar diretamente na situação do produtor. “Ainda não aconteceu. E agora com a mudança do governo argentino, está um pouco mais dificultoso para abrir dentro daquilo que era esperando para ter um milho mais em conta principalmente na região oeste devido as distâncias serem menores para trazer do Paraguai pela Argentina”.

O cenário deste momento permite que a ACCS possa vislumbrar um ano de 2020 de bons resultados, mas com a necessária cautela por parte dos suinocultores. “Isso vai fazer com que a rentabilidade dentro da propriedade continue acontecendo. Mas não só pela lucratividade do momento, mas para que a gente possa quitar as dívidas dos últimos anos. Que o produtor tenha pés no chão quando se fala em crescimento da produção, para que a gente não pesca como aconteceu em 2012. E os custos de produção, acreditamos que vão se manter”, comenta.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) prevê que a produção da carne suína tenha um crescimento de cerca de 2% em 2019, podendo superar as 3,97 milhões de toneladas de 2018 e chegar a 4,1 milhões de toneladas até o final de 2019. O ano deve encerrar com alta de 14,5% de carnes embarcadas. O principal destino é a China, responsável por 32,7% do volume comercializado. Por outro lado, o consumo per capita terá retração de 1% a 2%.





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