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Prefeitura de Concórdia decreta situação de emergência por conta da estiagem

Não há previsão de chuva significativa até maio.

Por Luan de Bortoli
16/03/2020 às 11h25 | Atualizada em 17/03/2020 - 07h40


A Administração Municipal de Concórdia confirmou na manhã desta segunda-feira, dia 16, a decretação de situação de emergência por conta da estiagem no município. A reportagem da emissora já havia antecipado esta informação na semana passada. O interior de Concórdia é a região mais afetada pela falta de chuva.

O decreto foi anunciado após uma reunião envolvendo diversas entidades, como a prefeitura, defesa civil, e representantes de empresas. O principal problema é na falta de água para dessedentação de animais. São cerca de 60 propriedades no interior de Concórdia que sofrem fortemente com a seca.

O início de 2020 é um dos mais secos da década. Janeiro e fevereiro tiveram apenas 289 milímetros, conforme levantamento feito pela reportagem da emissora. É um valor abaixo da média da década. O mês de março também tem dados históricos. É o mais seco em pelo menos dez anos. Não chove no município desde o dia 26 de fevereiro.

Confira o informe divulgado pela prefeitura:

Enquanto ainda há pessoas preocupadas em lavar o carro e a calçada, há moradores que não têm água potável para beber ou preparar os alimentos. O transporte de água para consumo humano está sendo realizado para pelo menos 30 famílias no interior de Concórdia. Isso sem contar os pedidos para matar a sede dos animais. Os caminhões da prefeitura têm feito o transporte sete dias por semana para dar conta da demanda e mesmo assim, há fila de espera.

Empresas como a BRF já transportam 400 mil litros de água por dia, sem interrupção, durante as 24 horas.  Perdas na produção de grãos, queda na produção de leite e preocupação com o fato de que, devido à falta de chuva, a pastagem não rebrota, consequentemente menos alimento para o gado de corte e de leite, além da previsão do tempo não apontar chuva significativa para os próximos meses em Concórdia, fez com que o prefeito Rogério Pacheco decretasse Situação de Emergência nesta segunda, 16. “Diante do que estamos passando, é a decisão mais coerente e adequada para o momento”, comenta. 

De acordo com o coordenador regional da Defesa Cilvil, Adilson de Oliveira, até o final de maio, persiste a condição de estiagem hidrológica, isto é, a chuva que poderá ocorrer, não será suficiente para normalizar os reservatórios. A Casan informou que a situação de estiagem demanda cuidados e que a população precisa ajudar economizando água para não faltar, pois desde outubro do ano passado não chove de forma significativa. 

Miro Toldo, do setor de urbanismo da prefeitura, destaca que há pedidos para que as ruas não pavimentadas sejam molhadas, mas a prioridade neste momento é atender o interior, que necessita da água para consumo humano e animal. “Agora, mais do que nunca, usar a água com respeito e economia é um dever de todos nós”, encerra.





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