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Concórdia

Estiagem agrava em Concórdia e já são 100 famílias recebendo ajuda

No campo, problema atinge pastagens, animais, produção de leite e carne.

Por Luan de Bortoli
26/03/2020 às 06h30 | Atualizada em 27/03/2020 - 13h12


Em meio à pandemia do coronavírus, a estiagem foi deixada um pouco de lado. Mas o problema vem se agravando cada vez mais em Concórdia. A chuva, em março, está ainda mais escassa do que foi em janeiro e fevereiro. Diante disso, aumentam as perdas no campo e a prefeitura está ampliando o número de propriedades que recebem apoio com cargas de água.

Pelos dados da Embrapa Suínos e Aves, o mês de março, entre os dias 1º e 21, teve apenas um dia de chuva, totalizando somente 38 milímetros de precipitação, um número muito baixo. A pouca chuva já era esperada, mas até agora a quantidade está ainda inferior. A previsão aponta pouca chuva nos próximos dias e a tendência é que o mês feche com números históricos como o mais seco. 

Com isso, conforme boletim da Epagri/Ciram, emitido nesta quarta-feira, dia 25, Concórdia continua com três pontos que preocupam. Dois deles estão em emergência: o montante da Barragem, em São Cristóvão, e a Foz do Rio Claudino, na Rua Osvaldo Zandavalli. O terceiro ponto é a Rua Vitório Celant, que aparece na classificação de alerta.

O membro da defesa civil de Concórdia e da administração municipal Miro Toldo explica que nos últimos dias aumentou o número de propriedades que pedem ajuda. Agora são cerca de 100 famílias recebendo cargas de água diariamente. 60 delas são para consumo humano, e as demais para consumo humano e de animais. A prefeitura realiza 20 cargas por dia, totalizando cerca de 240 mil litros diários.

O secretário de agricultura Mauro Martini também confirma a piora no quadro. Conforme ele, a cada dia sem chuva, a situação tanto das plantações quanto dos animais complica mais. Falta água para a dessedentação dos animais, para germinação e rebrota de pastagem e as lavouras de silagem não estão sendo de qualidade. Com a chegada do inverno, a apreensão é que não haja pastagens. A produção de leite e carne também já é afetada.

A situação do abastecimento de água, no município, ainda não preocupa, mas a Casan tem acompanhado a situação diariamente. Assim mesmo a recomendação da empresa é que a população faça o uso correto e consciente no dia a dia.





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