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Com estaduais parados, clubes se mobilizam para pedir mesada de R$ 75 mil para superar crise

Direção do Concórdia Atlético Clube assinou a carta.

Por Marcos Feijó
30/03/2020 às 12h23


A paralisação dos campeonatos estaduais por conta da pandemia do coronavírus afetou os pequenos clubes do futebol brasileiro. Por meio de conferência virtual em um grupo de aplicativo de mensagens, dirigentes formularam uma carta de reivindicações em que pedirão à CBF o pagamento mensal de R$ 75 mil, durante dois meses, para conseguirem suportar os efeitos da paralisação do calendário. Os clubes pedem ainda isenção em taxas relativas às transações de atletas junto às federações locais e à Confederação Brasileira de Futebol.- Fui adicionado no grupo de presidentes dos clubes que disputam os campeonatos estaduais, fora os clubes das Série A, B e C. Neste grupo, nós fizemos alguns posicionamentos, e todos os presidentes colocaram sugestões. Estamos pedindo auxílio financeiro da CBF por conta dessa paralisação. Somos nós que estamos na ponta e na base do futebol brasileiro – argumentou um dos dirigentes do grupo ouvido pela reportagem.

De acordo com o documento enviado por dirigentes dos clubes à imprensa, a meta é reunir pelo menos 250 equipes que tiveram seus respectivos estaduais paralisados em março.

CONFIRA A REIVINDICAÇÃO DOS CLUBES
CARTA DOS CLUBES DO BRASIL
Em conferência virtual realizada na tarde deste domingo, 29 de março de 2020, nós presidentes dos clubes abaixo relacionados pactuamos:
1 – A crise sanitária porque passa o Brasil em face da pandemia do Coronavírus é gravíssima com agudas consequências para todos os segmentos da sociedade, entre estes o futebol profissional;2 – Os clubes brasileiros têm sido parceiros nas medidas de prevenção e combate ao coronavírus e consequentemente na preservação da vida e assim permanecerão adotando medidas baseadas na ciência seguindo orientação de profissionais de saúde, autoridades governamentais, sanitárias e instituições ligadas ao esporte;
3 – Os 250 clubes signatários desta carta, que disputam os campeonatos estaduais, todos com atividades paralisadas, são responsáveis por mais de 7,5 mil postos de trabalho diretos no país, razão pela qual reivindicamos apoio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no valor de R$ 75 mil mensais, por dois meses, para fazer face às despesas atinentes aos contratos em vigência;
4 – Isenção de taxas cobradas por Federações e CBF na inscrição de atletas, rescisões de contratos, taxa anual de clubes e outras taxas.

A CBF paralisou todas as competições nacionais no dia 16 de março e entregou nas mãos das federações locais a decisão de suspender os estaduais. No entanto, os decretos de emergência e calamidade pública publicados em vários estados por conta do avanço do coronavírus forçaram a parada completa de qualquer evento esportivo no país.Além dos clubes, os jogadores se mostraram preocupados com a paralisação do calendário. Cerca de 60 jogadores dos 68 times da Série D do Brasileiro enviaram à CBF o pedido de pagamento de cotas para que os participantes da última divisão nacional tenham condições de honrar com os pagamentos de salários durante o torneio. Além disso, os capitães dos times pediram a manutenção do novo formato da 4ª divisão, que terá maior duração que outros anos.

Advogado argumenta apelo por cota: “São os que mais necessitam”

CONFIRA A LISTA DOS CLUBES QUE ASSINARAM A CARTA
Walter Júnior (Treze-PB)
Rodrigo Lima (Picos-PI)
Lúcio Barão (Barbalha-CE)
Zé Guilherme (Salgueiro-PE)
Epitacio A. (Decisão-PE)
João Nogueira (Afogados-PE)
Lupercio (Santa Cruz-RN)
Alysson (Atlético-PB)
Robson Paz (Maranhão)
Natanael Jr (Moto Clube-MA)
Jonas Guzzatto (Concordia- SC)
Paulo Gervany (Campinense-PB)
Filemon Guterres (Pinheiro-MA)
Cleodon Bezerra (Nacional-PB)
Allan (Palmeira-RN)
Rodrigo Oliveira (Imperatriz-MA)
Tininho (Santa Cruz-PE)
Gustavo (Retrô-PE)
Arthur Ferreira (Lagoa Seca-PB)
Alberto Nogueira (Itabaiana-SE)
Júnior Rocha (Força e Luz-RN)
Ronaldo da Silva (Dorense-SE)
Luciano Almeida (Ji Paraná-RO)
Paulo Campineiro (São José-MA)
Daniel Menezes (Freipaulistano-SE)
Gilson Miguel dos Santos (Boca Júnior-SE)
Mauro Fuzaro (Guarany de Sobral-CE)
Aldeone Abrantes (Sousa-PB)
Leal Filho (Timon-PI)
Batista filho (Parnahyba-PI)
Jailton Oliveira (Perilima-PB)
Amarildo Dutra (Iranduba-AM)
Warton Lacerda (Altos-PI)
Jeferson Oliveira (Petrolina-PE)
Luís Mitoso (Manaus-AM)
Luiz Henrique Jr (Vitória de Santo Antão-PE)
Pedro Cavalcante (Assu-RN)
Renê Marques (Juventus-SC)
Denis Albuquerque (Fast-AM)
Luciano Andrade (Nacional-AM)
Roberto Góis (Caucaia-CE)
Cristiano Cortez (Pacajus-CE)
Rubens Gomes (Flamengo- PI)
Newton (Ferroviário-CE)
Cidão (Oeste)
Maria (Atlético- CE)
Jacob Júnior (Piauí)
Gustavo (Retrô- PE)
Benjamin Machado (Potiguar de Mossoró-RN)
Valdinei Silva (Cascavel-PR)
Francisco Aldeone (Sousa-PB)
Carlos Alberto Dulaba (Toledo-PR)
Edgar Júnior (Cordino-MA)
Robson Santos (Lagarto-SE)
Nadson (América de Pedrinhas-SE)


Fonte: GLOBO ESPORTE





02 COMENTÁRIOS - Deixe também o seu Comentário



Camila comentou em 31/03/2020 as 05:40:53
Todo jogador não importa a categoria deveria jogar por amor a camisa não por salário, é um desperdício de dinheiro, e um egoísmo.



Alceu Matiollo comentou em 05/04/2020 as 13:17:29
Camila, entao vc deveria fazer o mesmo trabalhar pelo amor ao seu cracha sem receber, e qdo chegarem os boletos vc pega faz uma frase bem romantica e apresenta no caixa do banco e ve se da certo. jogador de futebol é um profissional como outro qualquer, tem familia tem gastos . Sou contra super salarios do tipo Messi, Neymar etc esses ficaram de fora s=da sua critica. Santa hipocrisia,




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