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Domingos Biffi morre aos 78 anos

Domingos atuou por mais de 50 anos como jogador e treinador do Sete de Setembro de Ipumirim.

Por Ederson Vilas Boas
19/04/2020 às 12h53 | Atualizada em 20/04/2020 - 12h53


Faleceu na noite deste sábado (18), um dos maiores e vitoriosos treinadores do futebol regional: Domingos Biffi. O ex-treinador do Sete de Setembro de Ipumirim estava internado no Hospital São Francisco em Concórdia.
Biffi estava há alguns anos lutando contra algumas doenças. O enterro já aconteceu na manhã deste domingo devido a pandemia do Coronavirus.

O velório teve de ser com poucas pessoas presentes, só mesmo tempo, devido a orientações para não ter aglomeração de pessoas.

A Jornalista Oliria Webber Locatelli havia feito uma matéria especial sobre o lendário treinador, que conquistou dezenas de títulos com a equipe ipumirinense. Confira:

HOJE A REGIÃO SE DESPEDE DE UMA PERSONALIDADE DO FUTEBOL. DOMINGOS BIFFI FEZ HISTÓRIA NO ESPORTE E  EM 2011 FIZEMOS UMA REPORTAGEM SOBRE SUA ATUAÇÃO. REVEJA

Por: Olíria Weber Locatelli (30/06/2011)

Domingos Biffi atuou no time por mais de 50 anos. Ele conta a trajetória de sucesso da equipe no cenário do futebol catarinense.

Durante décadas o Sete de Setembro de Ipumirim viveu momentos de glória, alcançando muitas conquistas no futebol catarinense. Em quase todos os campeonatos disputados a equipe levantou a taça de campeão. E, erguer o “caneco” era a segunda atividade mais realizada pelos atletas da equipe, pois a primeira era jogar futebol. 

 O sucesso era tanto, que as equipes adversárias temiam jogar com o Sete de Setembro, porque dificilmente um time vencia os jogadores de Ipumirim. Há dez anos o time se desfez, deixando os ipumirinenses entristecidos por não ter mais o time disputando competições.

Resgatamos a história do Sete de Setembro, através de um ex- jogador e técnico do time, que atuou na equipe por mias de 50 anos. Domingos Biffi, é considerado sinônimo  do time Sete de Setembro de Ipumirim. Ele ingressou na equipe aos 13 anos de Idade, foi jogador e treinador. Dedicou a vida ao futebol ipumirinense, trabalhando e mantendo o time. 

Hoje, aos 69 anos de idade, Biffi relembra emocionado das conquistas que o time obteve. O ex- jogador e treinador conta que a trajetória iniciou quando ele era ainda adolescente. “Na época, participavamos de torneios e ninguém nos vencia”, relembra. Segundo ele, foram aproximadamente 500 taças ao longo de cinco décadas. “Todas as taças estão na sede na Serc Sete de Setembro, e garanto, nem todas estão expostas por falta de espaço. Sou considerado o atleta de futebol com mais taças em Santa Catarina”, pontua Biffi. 

 Participação em todos os campeonatos regionais.

O Sete de Setembro disputou todos os campeonatos regionais na década de 1980. Segundo o ex- jogador e treinador, foram aproximadamente 20 competições, com vitória em quase todas. “Nessa época, também trouxemos a Ipumirim grandes times gaúchos da primeira divisão e também vencemos os jogos. Entre eles está o Ypiranga de Erechim, Taguá de Getúlio Vargas e Gaúcho de Passo Fundo”, destaca Biffi. 
Ele recorda outras disputas realizadas em Ipumirim com grandes times. “Jogamos no campo do Sete com os juniores do Grêmio e do Internacional de Porto Alegre. Também com antigo Guaycurus  de Concórdia, que disputava a primeira divisão do futebol catarinense. Em nenhum desses jogos decepcionamos os torcedores do Sete de Setembro”, garante o ex - atleta. 

Rivalidade entre Sete de Setembro e Juventude.

Por muitos anos, os ipumirinenses e lindoienses eram rivais no futebol. As duas cidades tinham bons times e quando esses se enfrentavam as torcidas deliravam. Biffi considerava a rivalidade como boa, pois segundo ele, com isso, os estádios ficavam lotados.  “Vencemos um campeonato estadual e perdemos outro para o Juventude de Lindóia do Sul. Esse fato foi marcante para as duas cidades vizinhas”, observa Biffi. 

 Atuação em outro time.

Domingos Biffi residiu alguns anos em Xanxerê, onde atuou como treinador no Tabajara. O sucesso se repetiu também nesse time, com disputas com equipes de renome nacional. “Jogamos com o Flamengo do Rio de Janeiro, Avaí, Figueirense, Gaúcho de Passo Fundo, Internacional de Lages, entre outros que nem lembro”, comenta Biffi. 

O passado e o futuro.

As lembranças do ex-jogador e treinador ainda são nítidas. Biffi conta que na década de 1970 o então padre da Paróquia de Ipumirim, Amélio Caovilla, era atleta do Sete de Setembro, nome que o estádio leva atualmente. “Quando ingressei no time o padre jogava, éramos muito amigos e ele era um bom jogador, por isso foi homenageado, batizamos o estádio com o nome do padre Amélio Caovilla”, explica. 
O que entristece Biffi é o fim do time Sete de Setembro, que ocorreu há 10 anos. Ele explica que isso aconteceu após ele próprio deixar a equipe, devido a problemas de saúde. “Quando deixei o time, ninguém teve interesse em dar continuidade e isso se estende há uma década”, lamenta. 

Ainda com a saúde debilitada, Domingos Biffi tem esperança de contornar os problemas pessoais e formar um time. Entretanto, a  ambição não é só montar uma equipe, mas vê-la vencer como no passado e, ainda, estar presente para levantar as taças de campeão. 

 “Em Ipumirim temos um excelente complexo esportivo, um dos melhores de Santa Catarina, com um estádio que possui instalações completas, sede do Sete de Setembro para realizar eventos e com pistas de bolão e bocha e ainda contamos com um ginásio de esportes em frente ao campo. Só nos falta formar um time de futebol. Isso é um sonho, que desejo realizar  em breve”, espera Biffi.

 

Fonte: Rádio Rural/Oliria Webber Locatelli





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