Rádio Rural AM 840

NOTÍCIAS


Saúde

Farmácias poderão realizar testes rápidos contra a Covid-19

Objetivo é reduzir a demanda em serviços públicos de saúde.

Por Simone Vieira
28/04/2020 às 13h13


Conforme publicação do Portal da Anvisa, a Diretoria Colegiada (Dicol) aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (28/4), a proposta de realização de testes rápidos (ensaios imunocromatográficos) de anticorpos para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) em farmácias e drogarias. A medida tem caráter temporário e excepcional e visa ampliar a oferta e a rede de testagem, bem como reduzir a alta demanda em serviços públicos de saúde durante a pandemia. Os testes não têm finalidade confirmatória, servindo apenas para auxiliar no diagnóstico da Covid-19.

Os testes rápidos deverão ser devidamente registrados no Brasil e poderão ser feitos somente em farmácias e drogarias regularizadas pela Agência. A medida não será obrigatória para todos os estabelecimentos, mas os que aderirem deverão adotar as diretrizes, protocolos e orientações estabelecidas pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde, tais como:

I - seguir as Boas Práticas Farmacêuticas, nos termos da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 44, de 17 de agosto de 2009;

 II - ser realizada por farmacêutico treinado;

 III - utilizar os dispositivos devidamente regularizados junto à Anvisa;

 IV - garantir registro e rastreabilidade dos resultados; e

 V - delimitar fluxo de pessoal e áreas de atendimento, espera e pagamento diferentes para os usuários que buscam os serviços de teste rápido em relação aos que buscam os outros serviços na farmácia.

Testes rápidos

Esse termo vem sendo usado popularmente para os testes imunocromatográficos para anticorpos (IgM e IgG), indicados para exames a partir de sete dias após o início dos sintomas. São dispositivos de uso profissional, de fácil execução, que não necessitam de outros equipamentos de apoio (como os que são usados em laboratórios) e que conseguem dar resultados entre 10 e 30 minutos.

O diagnóstico da Covid-19 não deve ser feito por uma avaliação isolada dos resultados dos testes rápidos. No estágio inicial da infecção, falsos negativos são esperados, em razão da ausência ou de baixos níveis dos anticorpos e dos antígenos de Sars-CoV-2 na amostra. E o resultado do teste positivo indica a presença de anticorpos contra o Sars-CoV-2, o que significa que houve exposição ao vírus, não sendo possível definir apenas pelo resultado do teste se há ou não infecção ativa no momento da testagem. 

Esses resultados devem ser interpretados por um profissional de saúde, considerando informações clínicas, sinais e sintomas do paciente, além de outros exames. Somente com esse conjunto de dados é possível fazer a avaliação e o diagnóstico ou descarte da doença. Ou seja, o teste rápido fornece parte das informações que vão determinar o diagnóstico da Covid-19.

Fornecedores

A empresa brasileira Hi Technologies, de Curitiba (PR), lançou na primeira quinzena de abril o seu teste rápido para diagnosticar o novo coronavírus (Covid-19). O exame poderá ser encontrado nas farmácias em todo o território nacional. Inicialmente, o preço previsto do teste seria de R$ 130 de acordo com o Portal Exame. No entanto, a companhia informou nesta terça-feira, 28 de abril, à redação do ICTQ, que em quantidades de 200 a 2.999 testes o valor é R$ 150,00. De acordo com a empresa, o resultado do teste sai em cerca de 10 minutos. A princípio, a prioridade da startup é disponibilizar os testes nas farmácias de São Paulo e Curitiba, entretanto, o exame poderá ser encontrado em todo o Brasil.

“O teste para a Covid-19 será realizado da mesma maneira que nossos outros exames. É um teste sorológico, ou seja, serve para identificar a presença de anticorpos no sangue”, explicou o CEO da companhia, Marcus Figueiredo, em entrevista publicada no portal Exame.

Como funciona?

O método desenvolvido para o teste rápido funciona de forma bastante simples. A startup curitibana criou um produto que presta o serviço de  maneira semelhante ao exame rápido de glicemia, por exemplo. O profissional de saúde fura o dedo do paciente, coleta uma gota de sangue e coloca na cápsula do equipamento. Após isso, o leitor Hilab usa inteligência artificial e internet das coisas para processar a amostra sanguínea e enviar os dados.

Vale ressaltar que a empresa já produz e comercializa diversos testes do mesmo segmento. Desde 2017, a startup fornece produtos para exames rápidos de gravidez, glicemia, dengue, hepatite C, influenza A e B, HIV, zika vírus, sífilis, entre outros.

Como adquirir os testes do Hilab?

Os testes para COVID-19 estão disponíveis para farmácias e empresas que queiram contratar o serviço Hilab. O pedido mínimo é de 200 testes. Para pessoa física não será realizada a venda direta.



 

Fonte: http://portal.anvisa.gov.br/ / https://www.ictq.com.br/





SEJA O PRIMEIRO A COMENTAR




VEJA TAMBÉM