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Polícia Civil fiscaliza cumprimento de prisões domiciliares

Em Concórdia foi flagrado um descumprimento.

Por Marcos Feijó
08/05/2020 às 14h29 | Atualizada em 09/05/2020 - 07h38


Desde quarta-feira (06), a Polícia Civil realiza uma operação para fiscalizar o cumprimento das condições das prisões domiciliares em Santa Catarina. A ação envolve 28 Delegacias Regionais de Polícia pelo Estado. Foram fiscalizados até a tarde desta quinta-feira (07) 80 apenados com vínculo com organização criminosa.

Dos 80 fiscalizados, 39 apenados não foram encontrados pelos policiais civis nos endereços informados, ou seja, descumpriam as condições estipuladas de prisão domiciliar – o percentual equivale a 48,75% do total das fiscalizações realizadas (um caso foi flagrado em Concórdia). Dos 39 apenados, cinco deles já haviam sido presos novamente e um foi capturado pela equipe no momento da fiscalização por ter mandado de prisão em aberto. O restante, 41 fiscalizados, cumpria as medidas.
A iniciativa teve a atuação da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil e a colaboração dos setores de inteligência da Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa (SAP) e do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). A inteligência da Polícia Civil do Paraná auxiliou na fiscalização de um detento.
Os apenados fiscalizados haviam sido liberados do sistema prisional entre 16 de março e 17 de abril e possuem algum tipo de vínculo com organização criminosa. Ao final da ação, a Polícia Civil vai elaborar um relatório do trabalho e o encaminhará ao Judiciário (Vara de Execução Penal).

“Sentimos a necessidade de efetuarmos a fiscalização para a verificação do cumprimento das medidas impostas pelo juízo respectivo. Para surpresa, quando da fiscalização dos endereços indicados pelos apenados, as equipes de policiais que realizaram a operação constataram que praticamente 50% deles não estavam cumprindo as determinações da prisão domiciliar. Ou seja, não estavam em suas residências, inclusive alguns já tendo sido presos pela prática de outros crimes. A Polícia Civil não pode furtar-se e irá agir em defesa da sociedade e principalmente no cumprimento da lei”, afirma o presidente do Colegiado Superior de Segurança Pública e Perícia Oficial e Delegado Geral da Polícia Civil, Paulo Koerich.

Fonte: POLICIA CIVIL





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