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​Técnica de enfermagem adia aposentadoria para ajudar durante a pandemia

Judite Rossi trabalha na UBS em Engenho Velho e é servidora do município desde 1995.

Por Luan de Bortoli
16/05/2020 às 06h11 | Atualizada em 16/05/2020 - 07h38

Judite Salete Gasparin Rossi é técnica de enfermagem na Unidade Básica de Saúde na comunidade de Engenho Velho. Começou a trabalhar na prefeitura de Concórdia em 1995 e se efetivou através de concurso em maio de 1998. Ela lembra do tempo em que saía com a caixa de vacinas de manhã e voltava pra casa à noite. Estudou, fez o curso técnico de enfermagem e gosta tanto de imunização, que até a monografia foi sobre vacina. “Eu amo o que faço. Sempre amei”, afirma.

Os anos passaram e o período para se aposentar chegou. Judite conta que participou do curso que o Iprecon proporciona para os servidores que estão prestes a se aposentar, mas percebeu que não estava preparada para deixar o trabalho. “Embora tenha outras atividades para realizar fora do posto, isso é o que eu gosto de fazer. Amo trabalhar com o povo e com saúde pública”, enfatiza.

Foi numa segunda-feira, logo no início da pandemia de coronavírus que Judite se questionou. “Meu Deus, será que é hora de eu me aposentar?”, comenta. Ela lembra de outra pandemia, a de H1N1 em 2009. “Não tive tanto medo quanto agora”, diz. Foi então que ela e a equipe da UBS de Engenho Velho receberam a visita das profissionais do CAPS que estão desenvolvendo o projeto “Heróis de máscara precisam de cuidado”, voltado para os servidores da Secretaria de Saúde durante este período. Ela lembra com emoção da visita e diz que apesar do medo que tinha, descobriu que não era hora de parar. “Com muita coragem, sei que vamos passar por isso também”, ensina.

A técnica de enfermagem fala com entusiasmo do local de trabalho. “Nossa equipe é ótima e o povo é maravilhoso para trabalhar. Nosso posto recebeu melhorias, temos todos os equipamentos de proteção para trabalhar”, relata. Ela acrescenta que tem apoio dos superiores: “Minha chefia me dá espaço e consigo mostrar o que eu posso fazer. Com toda essa modernidade vindo, eu quero ficar, não é o momento para sair. Teria idade e tempo de serviço, mas meu espírito é jovem”, conta.

O desejo de Judite é que as pessoas atendidas por ela, sempre fiquem bem. “No momento que a mãe entrega o bebê para eu vacinar, ele já não é só da mãe, é meu também. E eu faço de tudo para que haja o mínimo possível de reações e desconforto”, diz. Ela explica que é muito grata ao trabalho que desenvolve e que através dele, conquistou muitas coisas boas. Mãe de dois filhos já casados e avó de primeira viagem, Judite vai longe. “Agora com essa pandemia é que não vou me aposentar. Ainda tenho muita gente para ajudar na saúde”, finaliza.

Fonte: Assessoria Prefeitura





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