Rádio Rural AM 840

NOTÍCIAS


Coronavírus

Filha da décima vítima fatal da covid-19 elogia HSF e explica como foi o sepultamento

Concórdia era, até ontem, a segunda cidade do estado em número de mortes.

Por Luan de Bortoli
04/06/2020 às 06h18 | Atualizada em 04/06/2020 - 20h08


Concórdia registrou nesta semana um número emblemático das mortes em decorrência da covid-19. Na terça-feira, dia 02, morreu a décima pessoa contaminada pelo novo coronavírus. Com este número, o município se tornou o segundo do estado em quantidade de óbitos por conta da doença, atrás de Joinville, que tem 22 mortes, e empatado com Itajaí, que também registra 10 óbitos.

Mas mais do que números e estatísticas, essas vítimas fatais são pessoas, que deixam saudade nas suas famílias e marcaram a vida de muitas pessoas. São perdas que os entes próximos vão sentir e lamentar por muito tempo. Por isso, a emissora dá publicidade a essas pessoas, para que todas a conheçam e não fiquem escondidas atrás de um número. A morte mais recente foi de Norma Gross, de 82 anos.

A filha dela, Francisca Gross, concedeu entrevista ao comunicador Cezar Luiz e lembrou como foram os dias de vida, durante o período de internação. Conforme a filha, a mãe teve como sintomas uma gripe aparentemente normal. E quando internada, Norma foi muito bem atendida pela equipe do Hospital São Francisco, conforme Francisca.

“Os sintomas que ela teve foi uma gripe normal, e foi enfraquecendo. Minha irmã levou ela no postinho, e mandaram levar no Pronto-Socorro, quando ela foi internada. Foi feito o teste rápido e deu positivo. Aí ela ficou internada na ala da covid. E a gente foi muito bem atendido pelo doutor Felipe. Ele, as enfermeiras. Como ela não podia ficar sozinha, a gente ficou ajudando a cuidar dela. É muito bom o atendimento. Tem gente que fala que não, mas eu passei noites em claro lá, e fizeram o possível e o impossível. Mas, infelizmente, como o estado dela era grave, não tinha o que fazer”.

A filha também explicou como funcionou o rápido sepultamento da mãe. “É muito triste porque, infelizmente, a gente não pode dar um velório. A gente tem que seguir as regras, não tem como. A gente gostaria, mas tem que respeitar. Eles vieram buscar em torno das duas e pouco da tarde. Eu estava junto. A funerária veio, pegou, colocou no saco plástico, no caixão, e foi levado direto para Barra do Tigre, onde somente os familiares acompanharam o sepultamento. Foi uma coisa muito rápida”.

Norma era moradora do bairro Petrópolis e morreu por volta das 12 horas da terça, depois de ficar por cerca de oito dias. Ela pertencia ao grupo de risco, apresentando um quadro de hipotireoidismo e hipertensão. Além disso, ela teve leucemia, doença da qual vinha se tratando há 10 anos. 

Confira o áudio:






SEJA O PRIMEIRO A COMENTAR




VEJA TAMBÉM