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​Sindicato pede ganho real de 3% e JBS oferece inflação do período

Com a proposta oferecida pela empresa, negociação deverá prosseguir para uma segunda rodada.

Por Ederson Vilas Boas
30/07/2020 às 08h00


O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados (Sintracarne) e a JBS/Seara Alimentos iniciaram a negociação salarial deste ano. A base evolve aproximadamente seis mil funcionários das unidades de Seara, Itapiranga e Xanxerê. No primeiro encontro, a entidade sindical apresentou a proposta inicial, mas não houve avanço nas cláusulas econômicas.

A proposta aprovada pelos trabalhadores e entregue à JBS neste ano prevê a correção de 100% do INPC, que corresponde à inflação do período, e um ganho real de 3%. O piso de ingresso fixado em 1.372,03 subiria para R$ 1.390. O prêmio de permanência, atualmente em 3%, passaria para 5%. O Prêmio de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), de R$ 900, seria reajustado para 1,2 mil.

Segundo Gilberto Webber, presidente do sindicato dos trabalhadores, a JBS ofereceu acorreção da inflação, sem ganho. Assim, a negociação deverá prosseguir para uma segunda rodada.

Ainda na proposta do sindicato, as cestas básicas entregues mensalmente, tendo uma especial no final de ano, agora no valor de R$ 90 cada uma, passariam para R$ 120. A proposta inclui ainda mais de 40 cláusulas sociais. Entre os principais itens de e renovação estão a Unimed dos colaboradores, seguro de vida, auxílio-creche, gratificação de aposentadoria, EPIs, salário substituto e garantia especial de emprego.

O presidente do Sintracarne, Gilberto Weber, comenta que “foi tudo normal para uma primeira rodada. Avançamos em algumas questões, mas em outras travou, então não fechamos”.
A oferta da empresa chegou somente na reposição da inflação do período.

A data-base da categoria é o mês de junho e um dos pontos centrais é manter conquistas e ter um ganho real. O presidente do Sintracarne observa que todos os anos a empresa apresenta algum empecilho e que em 2020 está pesando a “questão da pandemia”, mas, segundo o líder sindical, “a gente sabe que as empresas estão produzindo normalmente”.

 

Fonte: Sandra Pischke/Folha Sete





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