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​Diretoria da Fecam quer a saída do presidente após operação do MPSC

Orildo Severgnini, prefeito de Major Vieira é citado em investigação.

Por Ederson Vilas Boas
07/08/2020 às 12h33


Membros da diretoria da Fecam (Federação Catarinense de Municípios) querem a saída do presidente Orildo Severgnini (MDB), prefeito do município de Major Vieira e desde junho na liderança da entidade.

O motivo, conforme alegado em documento, foi originado pela Operação Et pater filium, do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) e a Polícia Civil, que investiga uma suposta organização criminosa voltada para crimes de fraudes em licitações, especialmente, no município de Major Vieira.

A ação desencadeou em, pelo menos, 20 mandados de busca e apreensão que foram realizados, ainda na semana passada, e foram recolhidos documentos, computadores e mais de R$320 mil em espécie. Esses valores, inclusive, foram encontrados na casa do prefeito Orildo Severgini e ainda do seu filho.

O documento, assinado na última terça-feira (4) por membros da diretoria executiva da Fecam, cita a operação deflagrada e os valores envolvidos com o nome do Executivo de Major Vieira.

“Tendo em vista a repercussão estadual e nacional da matéria, os membros do Conselho Executivo vêm recebendo inúmeras ligações de prefeitos e dirigentes de entidades, demonstrando preocupação com os fatos apurados”, argumenta.

Além de listar alguns elementos do inquérito, o ofício lembra que “preocupados pela repercussão negativa da Fecam, entendem que o prefeito Orildo Severgnini deve pedir afastamento da presidência”.

Desejo de permanecer à frente da Fecam

Em uma carta endereçada aos membros da executiva, o prefeito de Major Vieira se defende e fala em “convicção e sentimento de coletividade” para rejeitar a hipótese de um pedido de afastamento.

“Com muita convicção e sentimento de coletividade, dirijo-me aos senhores para comunicar que minha decisão é de permanecer a frente da Fecam”, prometeu.

O prefeito e presidente Orildo ainda relembra sua trajetória, iniciada em 4 de junho “num dos tempos mais difíceis e complicados da vida”, e argumenta que os fatos citados na investigação são datados em 2015 e que “até o momento não há absolutamente nenhum processo judicial instaurado contra mim”.

Reunião convocada para o dia 11 de agosto

Também por isso o presidente da Fecam e prefeito de Major Vieira convocou uma reunião para a próxima terça-feira (11) onde, dessa forma, pede o posicionamento de todos os prefeitos ou, pelo menos, não só o entendimento da mesa diretora.

“Desejo ouvir as necessidades e dificuldades daqueles que estão a frente das demandas regionais de seus municípios, para que possamos construir, democraticamente, as prioridades de atuação da Fecam para os próximos dias.

Fonte: Diogo Souza - ND+





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